Polícia prende 19 suspeitos em operação para desarticular milícia no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Dezenove pessoas foram presas na megaoperação realizada nesta terça-feira pela Polícia Civil para desarticular a milícia ¿Liga da Justiça¿, que atua em bairros da zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, entre os detidos estão um ex-fuzileiro naval e dois policiais militares.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Segundo investigações, o cabo da PM Ivo Matos da Costa Júnior, o Tomatinho, era considerado um dos principais matadores da milícia. Ele é lotado no Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE). O outro PM preso na ação foi o sargento Nodir José Barbosa da Silva, ligado ao 13º BPM (Praça Tiradentes).

AE
Polícia durante operação no Rio de Janeiro

Policiais civis realizam buscas durante operação na zona oeste do Rio

No total, a chamada Operação Têmis III contou com a participação de 360 policiais civis coordenados por 88 delegados de diversas delegacias especializadas e distritais. Foram expedidos 34 mandados de busca e apreensão e 46 de prisão, sendo que 14 foram cumpridos contra pessoas que já estavam detidas.

Os agentes apreenderam na operação computadores, celulares, armas, fardas de várias corporações e documentos com anotações da milícia. Um carro blindado também foi apreendido. O veículo seria do miliciano Ricardo Coelho da Silva, o "Cadinho", que está foragido.

Para o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), delegado Ronaldo Oliveira, a operação de hoje aniquilou o poder de atuação do grupo paramilitar. Após muito trabalho em cima da parte financeira dessa quadrilha e com todas as prisões que já efetuamos, conseguimos enfraquecer e aniquilar a milícia Liga da Justiça, declarou.

A ação desta terça-feira é a continuação da Operação Têmis, iniciada em maio deste ano com a captura do ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na primeira etapa a polícia prendeu 43 pessoas, sendo que 19 eram policiais e um era bombeiro.

As milícias são grupos que exploram serviços como distribuição de gás, sinal pirata de TV a cabo e transporte alternativo. As quadrilhas dominam favelas sob a justificativa de expulsar o tráfico de drogas. O combate às milícias que atuam na Região Metropolitana do Rio é considerado uma das prioridades da Secretaria Estadual de Segurança.

*com informações das agências Estado e Reuters

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