Polícia prende 17 em operação contra milícia no Rio

RIO DE JANEIRO - Ao menos 17 pessoas foram presas nesta quinta-feira suspeitas de ligação com milícias do Rio de Janeiro, informou a polícia. Todos trabalhariam para o miliciano conhecido como Mirra, com atuação na zona oeste e na zona norte do Rio de Janeiro, disse o delegado da Polícia Civil Rodrigo Oliveira.

Reuters |

Ao todo, a polícia cumpriu 31 mandados de prisão na cidade. Duzentos policiais civis participaram da operação.

Dos 17 presos, dois são policiais militares que foram detidos administrativamente.

A operação para prender os envolvidos com a milícia ocorreu nos bairros de Jacarepaguá, na zona oeste, e Anchieta e Piedade, na zona norte da capital. Mais de 40 endereços foram visitados pela polícia.

Em um dos locais, a polícia encontrou um paiol com armas de grosso calibre e munição.

Segundo o delegado Claudio Ferraz, que participou da operação, a milícia já estaria atuando em outros Estados e pretendia lançar nas eleições do ano que vem um candidato a deputado estadual em São Paulo.

"Nós temos informações de que a milícia exportou esse modelo para outros Estados, inclusive São Paulo, onde teriam um domínio terceirizado", disse o delegado.

Segundo a polícia, essa milícia invadiu um conjunto habitacional da Caixa Econômica Federal e expulsou alguns moradores de suas casas e as revendeu por até 20 mil reais. A milícia ainda cobrava uma mensalidade de 100 reais por unidade.

O combate às milícias que atuam na cidade é considerado uma das prioridades da Secretaria da Segurança Pública do Estado, que informou ter prendido 67 milicianos neste ano e 78 no ano passado.

Este mês a polícia conseguiu recapturar o líder da principal milícia da cidade, conhecida como Liga da Justiça, com atuação na zona oeste. O ex-policial militar Ricardo Cruz, o "Batman", tinha fugido do presídio de Bangu no ano passado pela porta da frente.

No ano passado, a CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) incluiu vários policias entre os 225 denunciados por participação nesses grupos paramilitares.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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