BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira 14 pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa internacional especializada em tráfico de pessoas. O líder do grupo, suspeito de introduzir ilegalmente trabalhadores chineses no Brasil, Zhu Ming, conhecido por Tony, foi detido em São Paulo, onde mais uma pessoa ligada ao grupo também foi presa. Mais 12 prisões ocorreram em Rondônia.

Os membros da organização responderão pelos crimes de formação de quadrilha e por manter trabalhadores em condições análogas a de escravidão. As penas podem chegar a 11 anos. Os suspeitos podem ficar presos, em caráter preventivo, atéo julgamento.

Segundo a nota divulgada pela PF, as investigações que desencadearam a Operação Da Shan (referência à província chinesa de Fujan, no Sul da China, origem da maioria dos trabalhadores) começaram em 2008, após as prisões em flagrante realizadas nas cidades rondonenses de Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena.

Futura Press
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Operação da PF visa inibir trabalho escravo
Os chineses foram flagrados usando passaportes com carimbos de visto de entrada falsificados. A partir daí, as autoridades brasileiras descobriram que um grande número de imigrantes entravam ilegalmente no país por Rondônia. A rota usada passava ainda pela Holanda, Peru, Equadore e Bolívia.

De acordo com a PF, o grupo criminoso liderado por Ming (também conhecido por Tony) é composto por aliciadores - os chamados coiotes - que atraem as pessoas com promessas de trabalho.

Ao cumprir os 14 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, a PF também apreendeu R$ 84 mil na casa que Ming mantinha em Recife (PE) e mais R$ 124 mil em sua casa em São Paulo. Também foram encontrados ainda instrumentos para a falsificação de passaportes e duas notificações originais para a saída de chineses do Brasil. As notificações haviam sido expedidas pela Delegacia da Polícia Federal, em Vilhena.

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