Polícia prende 13 por suspeita de ligação com entrada ilegal de chineses no Brasil

PORTO VELHO - A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira, 13 pessoas por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em introduzir ilegalmente chineses no Brasil. No total, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará-Mirim, ambas em Rondônia, São Paulo e Recife.

Redação |

Do total de prisões já efetuadas, 10 foram feitas em Porto Velho, uma em São Paulo e duas em Guajará-Mirim. Na capital paulista, foi preso o líder da suposta organização, Zhu Ming Wen, conhecido como Tony. A PF alega que ele controlava a chegada dos chineses e enviava mercadoria contrabandeada de São Paulo para o Recife.

Ainda de acordo com a PF, as investigações começaram em 2008, com prisões em flagrante realizadas em cidades no sul de Rondônia. As prisões teriam revelado que um grande número de chineses entrava e permanecia ilegalmente no Brasil. Com o apoio do Ministério Público, a polícia teria, então, identificado uma suposta organização internacional voltada para o tráfico de pessoas.

Futura Press
Futura Press
Operação da PF visa inibir trabalho escravo

Na suposta quadrilha, segundo a PF, existiam coiotes, responsáveis por atrair as vítimas com promessas de trabalho. A organização seria, ainda, liderada por uma paraguaia, presa este ano ao transpor a fronteira em Foz do Iguaçu com vários chineses.

A polícia também apurou que os chineses que entravam no País passavam por Holanda, Peru, Equador e Bolívia antes de chegar ao Brasil.

Os presos nesta sexta-feira respondem por formação de quadrilha e por manter trabalhador em condições semelhantes à de escravo. As penas que podem chegar a 11 anos de prisão.

Leia mais sobre: operação da PF

    Leia tudo sobre: operação da pf

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG