Polícia pede prisão temporária de suspeito de matar coordenador do AfroReggae

RIO DE JANEIRO ¿ O delegado titular da 1ª DP (Praça Mauá), José Luiz Duarte, pediu na madrugada desta terça-feira a prisão temporária de Rui Mário Maurício Machado, de 35 anos. Ele é suspeito de ter participado do assalto e do assassinato do coordenador de projetos sociais do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, 42, na madrugada do último dia 18.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Rui Machado, conhecido como Romarinho, foi preso por agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Militar na Rua do Carmo, no Centro do Rio, por volta das 21h30 de segunda-feira, e levado à 1ª DP (Praça Mauá). De acordo com a PM, ele seria um morador da região.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito tem registros em sua ficha criminal por furto, tráfico de drogas, porte de armas e porte de drogas. Ainda de acordo com a corporação, "Romarinho" confessou a participação no roubo, mas negou ter atirado na vítima. Ele afirmou que o comparsa é que teria feito os disparos.

O comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que a prisão foi uma resposta importante e que apesar de não devolver a vida ao Evandro, traz consolo à família, aos amigos e à corporação.

A Polícia Militar agora concentra as buscas no segundo suspeito que teria participado do assassinato do coordenador do AfroReggae.

Policiais soltam assassinos

O coordenador do AfroReggae foi morto durante um assalto, depois de sair de um bar. Ele foi abordado por dois homens, travou luta com eles e levou um tiro. Os criminosos levaram o tênis e a jaqueta de Evandro.

O caso provocou indignação depois que imagens feitas por câmeras do circuito interno de uma agência bancária mostraram um cabo e um capitão da PM do Rio liberando os agressores, sem prestar socorro à vítima. Ambos negam omissão de socorro e alegam que não perceberam Evandro sangrando no local onde o crime ocorreu.

Na última sexta-feira, a 1ª Auditoria de Justiça Militar determinou a prisão preventiva do capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro e do cabo Marcos Oliveira Sales por omissão na morte de Evandro. Os policiais ainda teriam levado os pertences da vítima, que já tinham sido roubados pelos criminosos.

Perfil da vítima

Evandro João da Silva fazia parte há mais de dez anos do AfroReggae e estudava pedagogia na Universidade Estácio de Sá, no bairro do Rio Comprido, zona norte da capital fluminense.

Criado em 1993 na comunidade de Vigário Geral, na zona norte, a partir de um jornal que divulgava a cultura negra, o grupo AfroReggae tem como objetivo proporcionar aos jovens moradores de favelas uma formação cultural e artística, como alternativa aos caminhos do narcotráfico e do subemprego.

(*com informações das agências Estado e Brasil)

Policiais assumem erro na morte de integrante do Afroreggae:

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