Polícia pede prisão temporária de pai e madrasta de Isabella

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo pediu na tarde desta quarta-feira, dia 2, a prisão temporária do consultor jurídico Alexandre Nardoni, de 29 anos, e de sua atual mulher, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, por suspeitas de envolvimento na morte de Isabella Nardoni, de 5 anos. Alexandre é pai e Ana Carolina é madrasta da menina que foi encontrada morta no jardim do prédio onde o pai mora na zona norte de São Paulo. O pedido de prisão aconteceu após o depoimento da mãe biológica de Isabella, a bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira.

Redação |

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, prorrogável por mais cinco, e costuma ser utilizada durante a fase inicial do inquérito policial, quando há indícios da participação do acusado no crime - diferente da prisão preventiva, usada em qualquer fase do inquérito ou da ação penal, e com prazo mais elástico.

O pedido de prisão foi analisado pelo Ministério Público e o promotor Sérgio de Assis deu parecer favorável, restando apenas a Justiça decidir se decreta ou não a prisão.

Isabella foi encontrada morta no jardim do prédio onde o pai mora na zona norte de São Paulo. Desde o princípio, a polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. Calil Filho já havia declarado que há fortes indícios de que a menina tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

Nova perícia

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, será feita uma nova perícia no apartamento de Nardoni na noite desta quarta-feira, com dois peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo (IC). De acordo com a perita Rosângela Monteiro, todo o local será analisado, inclusive o prédio e os carros do casal. Trata-se de uma perícia complementar, que é uma perícia mais minuciosa.

O sargento da Polícia Militar Luiz Carvalho, um dos primeiros a chegar ao local do crime, conversou com a imprensa na noite desta quarta-feira. Ele conta que quando chegou ao local do ocorrido, a garota ainda estava viva, deitada de bruços na grama e ainda respirava. Tinha um pouco de saliva na boca e mexeu a pálpebra algumas vezes. Ainda segundo ele, o pai falou que viu uma pessoa dentro do apartamento arremessando o corpo da filha. Disse também que o pai estava muito nervoso e aflito e que não chegou a ver o rosto da madrasta.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado vinha afirmando que Nardoni e Anna Carolina não eram suspeitos. A reconstituição do caso não tem data confirmada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

*Com informações da Agência Estado

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