CAMPO GRANDE - O delegado Márcio Custódio, da Polícia Civil de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, entrou, nesta segunda-feira, com um pedido de prisão preventiva de Fagner Gonçalves, de 26 anos, suspeito de ter atropelado e arrastado o soldado do Exército, Leonardo Sales da Silva, de 19 anos, na madrugada deste sábado em Campo Grande. O suposto agressor permanece desaparecido.

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Foto de Fagner Gonçalves

O crime aconteceu na madrugada deste sábado após o término de um rodeio no bairro Dom Antonio Barbosa, na zona Leste da capital. Segundo testemunhas, enquanto as pessoas deixavam o local, Fagner passou a acelerar uma caminhonete Ford F 4000 para mostrar a força do automóvel. Ao fazer uma manobra em marcha-ré, ele atropelou Leonardo, que estava sentado no meio-fio de uma calçada com amigos.

O corpo da vítima ficou preso entre o eixo traseiro e o pára-choque da caminhonete e, segundo os policiais, foi arrastado por 15 km, passando por cinco bairros, antes de ser abandonado em uma rua deserta, já sem vida. Os amigos de Leonardo teriam corrido para alertar o motorista, mas ele não escutou.

As marcas de sangue ficaram no asfalto e, através delas, os policiais localizaram o corpo. De acordo com a Polícia Civil, mais seis pessoas estavam na caminhonete: duas na cabine com o motorista e mais quatro na carroceria.

Caminhonete encontrada

Na investigação, os policiais foram informados que o veículo usado no crime pertencia a um haras existente nas proximidades, onde foi encontrado. Lá, foi localizado um rapaz que disse ser irmão de Fagner e confirmou que ele havia atropelado uma pessoa após o rodeio. A caminhonete foi apreendida para a realização de perícia.

Segundo o delegado Roberval Maurício, responsável pela investigação, o período para que Fagner pudesse ser preso em flagrante venceu às 13h de hoje, mas existem duas ordens de prisão contra o acusado, sendo uma por agressão e outra por falta de pagamento de pensão alimentícia.

Todas as delegacias da Polícia Civil, polícias rodoviárias federal e estadual receberam fotos e informações sobre o procurado. Além desse procedimento, parentes, amigos e colegas do 18º Batalhão Logístico do Comando Militar do Oeste, onde a vítima servia, estão ajudando as autoridades nesse sentido.

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