Polícia pede prisão de 22 pessoas por comercialização ilegal de CNH em São Paulo

SÃO PAULO - A Polícia Civil entrou, nesta quinta-feira, com um pedido de prisão preventiva de 22 pessoas suspeitas de envolvimento com a comercialização ilegal de carteira de motorista em Ferraz de Vasconcelos, interior de São Paulo. Entre os envolvidos estariam quatro policiais.

Redação |

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o pedido foi feito pela delegada Alexandra Agostine Randamerda Silveira, da Divião de Crimes Fiscais da Corregedoria da Polícia Civil, que preside o inquérito.

A Justiça autorizou a prisão de dez dos envolvidos no esquema. Dentre eles, o ex-delegado Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes, Carlos José Ramos da Silva, preso nesta quinta-feira e cuja a prisão também foi pedida pelo Ministério Público Estadual. O delegado já tinha sido afastado do cargo pela Delegacia Geral de Polícia em maio passado.

Também foi preso um funcionário público municipal. Nesta sexta-feira, 14 equipes da Corregedoria de Polícia vão realizar as outras oito prisões determinadas pela Justiça.

Fraude em CNHs

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, suspendeu nesta terça-feira os decretos de prisão preventiva contra os 18 investigados na Operação Carta Branca, executada em 3 de junho pelo Ministério Público e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para desarticular um esquema de falsificação e venda de carteiras de habilitação.

O Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) descobriu que 1.305 CNHs foram emitidas com apenas 64 digitais. Uma mesma digital, por exemplo, foi usada em 200 carteiras. Só a falsificação desse lote de carteiras rendeu R$ 2,3 milhões à quadrilha. 

Mas na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos, município da Grande São Paulo, 8 mil processos estão sob suspeita. O esquema atingiria sete Estados e foi investigado durante um ano.

O esquema de propinas envolveria delegados e investigadores das Ciretrans de Ferraz de Vasconcelos e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo - incluindo a Corregedoria, suspeita de achacar os envolvidos no esquema. Em duas oportunidades, donos de auto-escolas e funcionários de Ciretrans acabaram flagrados conversando sobre a arrecadação de dinheiro. Ou seja, quem tinha obrigação de fiscalizar participava da corrupção.

Segundo o Supremo, ao analisar o habeas-corpus ajuizado pelo empresário José Antonio Gregório da Silva, Mendes entendeu que "a prisão preventiva foi decretada de forma genérica para todos os denunciados, apresentando os mesmos fundamentos para justificar a custódia cautelar".

Ainda de acordo com a Corte, a Justiça paulista havia determinado as prisões por entender que os investigados fariam parte de uma "autêntica organização criminosa que se destinava à prática de crimes gravíssimos que atentam contra a ordem pública".

*Com informações da Agência Estado

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