Após a decisão do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, que aceitou a denúncia do promotor Francisco Cembranelli e também o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a polícia negocia a entrega do casal para levá-los à prisão. Como já passa das 18 horas, as prisões só podem ser efetuadas em caso de flagrante.

No caso do pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, morta no dia 29 de março, eles só podem ser presos hoje se aceitarem se entregar.

Segundo a polícia, se eles se entregarem, serão levados para o 9º Distrito Policial (DP), no Carandiru, zona norte, onde foi centralizado o inquérito do caso, para assinar a prisão preventiva. De lá, serão transportados para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, então, aos DPs onde ficarão presos. Alexandre Nardoni será encaminhado para o 13º DP (Casa Verde, zona norte) e Anna Carolina ficará no 89º DP (Morumbi, zona sul).

Os investigadores estão no prédio em que o casal se encontra, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os advogados ainda não chegaram, mas, segundo Rogério Neres de Sousa, um dos defensores, estavam a caminho no início da noite. Três viaturas do Grupo de Operações Especiais (GOE) se encontram no prédio. Segundo a Polícia Militar, há cerca de 500 curiosos na rua do edifício. Muitos gritam "assassinos", em referência aos dois denunciados pela morte da menina.

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