Os índios reivindicam o repasse de R$ 13 milhões referentes ao custeio do transporte indígena na região

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A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram as negociações para a liberação do km 342 da BR-226, no Maranhão, que está interditado por cerca de 200 índios da etnia guajajara desde a noite de domingo. Os índios reivindicam o repasse de R$ 13 milhões referentes ao custeio do transporte indígena na região.

Doze homens da Polícia Rodoviária Federal estiveram hoje pela manhã na aldeia Canabrava, onde ouviram outras reivindicações. A PRF propôs que os indígenas liberassem a rodovia e que eles teriam a confirmação de que o governo do Maranhão efetuaria o repasse dos R$ 13 milhões exigidos.

Nesta tarde, devem chegar à região o superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Fernando Segóvia, o secretario de Segurança do Estado, Aloísio Mendes, entre outras autoridades. Caso as negociações desta tarde não avancem, está agendada uma outra reunião para ainda hoje às 18 horas, entre os índios, a Polícia Federal e a Secretaria da Segurança para resolver a questão.

Além da liberação de recursos para o transporte escolar, os indígenas também reivindicam a liberação de quatro índios presos no domingo, após um conflito com o delegado da Polícia Civil, regional do Barra do Corda, Edmar Gomes. O delegado foi baleado, mas passa bem. Pelo clima de tensão na região, a família do delegado foi retirada da cidade de Barra do Corda, distante 40 quilômetros da área do conflito. A Força Nacional de Segurança Pública e a Polícia Militar devem enviar amanhã, ao local, 32 e 50 agentes, respectivamente.

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