Polícia não pode confirmar ligação de libanês preso com a Al-Qaeda, diz Tarso

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira que o governo não pode confirmar se o libanês K., comerciante de equipamentos de informática, é ou não ligado à organização terrorista Al-Qaeda.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Nesta terça-feira, o jornal "Folha de S. Paulo" afirmou que um integrante da organização estaria preso no Brasil.

De acordo com o ministro, a PF não pode descartar o que não investigou. Não se trata de descartar ou não [se era ou não terrorista]. Em se tratando desse inquérito, posso apenas avaliar o crime que estava sendo investigado neste caso, observou o ministro.

O Ministério Público afirma que o estrangeiro foi investigado pela PF baseado em informações do FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos) de que ele era moderador de um fórum na internet, publicado em árabe, com mensagens antiamericanas.

A polícia teria conseguido confirmar a participação do investigado no fórum, mas não provado a ligação dele com organizações terroristas.

Questionado sobre a segurança nacional frente a atos terroristas, o ministro Tarso Genro garantiu que o Brasil está preparado para combater qualquer tipo de crime. Nós temos toda uma estrutura legal para enquadrar qualquer tipo de crime, afirmou.

De acordo com o ministro, previsões penais para crimes de formação de quadrilha, tentativa de assassinato e uso de explosivos, por exemplo, poderiam ser usadas para condenar terroristas que venham a atuar no País.

K. mora em São Paulo, tem filhas e uma esposa brasileira. Ele ficou preso por 21 dias, mas já se encontra em liberdade.

Leia mais sobre: organizações terroristas

    Leia tudo sobre: polícia federal

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG