Polícia não cumpre mandado de prisão contra Nenê Constantino

Fundador da Gol está em uma de suas casas em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar decretada antes de nova decisão da Justiça

Severino Motta, iG Brasília |

Severino Motta, iG Brasília
Casa onde está o empresário Nenê Constantino

A delegada da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida da Polícia Civil do Distrito Federal, Mabel de Faria, não cumpriu o mandado de prisão contra o fundador da Gol Linhas Aéreas, Nenê Constantino . Ela e três agentes entraram na casa do empresário, em Brasília, por volta das 20h10, e cinco minutos depois deixaram o local sem Constantino.

Logo após a saída de delegada, que não deu declarações à imprensa, o médico de Constantino, Bonfim Tobias, que já havia visitado seu paciente nesta tarde , retornou à residência. De acordo com um dos advogados de Nenê, Marcelo Bessa, o mandado de prisão não teria sido cumprido devido ao horário. “Há hora para se fazer essas coisas”, disse.

A delegada Mabel foi até a casa de Constantino para cumprir a segunda ordem de prisão expedida pela Justiça contra o empresário. A primeira, de terça-feira, o deixaria em prisão domiciliar . A segunda, decretada nesta tarde, determina o envio de Constantino para o presídio da Papuda. 

O novo mandado de prisão se deu devido ao segundo pedido feito pelo Ministério Público após a tentativa de assassinato do ex-funcionário de Nenê, João Marques dos Santos . Ele é testemunha em dois processos que acusam seu antigo patrão de ser o mandante de dois crimes

Pedidos de prisão

A ordem de prisão decretada na noite de terça-feira dizia respeito ao processo em que Constantino é acusado de ser o mandante do assassinato de um líder comunitário que ocupou a garagem de uma de suas companhias de ônibus, em 2001. O segundo mandado, que ao invés de pedir a prisão domiciliar encaminha Nenê para o presídio em Brasília, diz respeito à tentativa de assassinato do ex-genro de Nenê. Como João Marques é testemunha nos dois processos, dois pedidos de prisão distintos foram formulados pelo Ministério Público, um para cada ação.

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