Polícia Militar realiza operação em morro da zona norte do Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Policiais militares do 6º BPM (Tijuca) realizam nesta terça-feira uma operação no Morro do Borel, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com a PM, o motivo da incursão pela comunidade está relacionado com os ataques ocorridos na capital fluminense no último sábado que deixaram 22 pessoas mortas, entre elas três policiais. Ainda não há informações sobre prisões, feridos ou apreensões.

Redação |

A Polícia Militar também informou que nos morros dos Macacos, São João, da Matriz e Quieto, região onde teve início o confronto do fim de semana, não estão sendo realizadas novas operações. No entanto, segundo a corporação, o policiamento nesses locais está reforçado. Agentes estão localizados nos principais acessos às comunidades e a ocupação não tem previsão de término.

O policiamento também segue reforçado no Morro do Juramento e nas favelas Nova Holanda e Parque União, no Complexo da Maré, da Chatuba, na Baixada Fluminense, de Manguinhos e do Jacarezinho, na zona norte do Rio.

AE
Após confrontos, policiamento é reforçado no Rio

Após confrontos, policiamento é reforçado em favelas do Rio de Janeiro

Operações de segunda-feira

Nesta segunda-feira, a Polícia Militar realizou operações em favelas do Rio para tentar localizar os responsáveis pelos ataques de sábado. Na favela do Jacarezinho, soldados do 3º BPM (Méier) prenderam um homem suspeito de ter participado da invasão ao Morro dos Macacos . Na mesma comunidade, os policiais apreenderam uma pistola e uma grande quantidade de pedras de crack, trouxinhas de maconha e papelotes de cocaína.

Na favela de Manguinhas, agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) apreenderam quatro motos roubadas. No Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Centro do Rio, um carro roubado foi recuperado por policiais do 1º BPM (Estácio). Na favela Parque União, no Complexo da Maré, um suposto criminoso foi morto e uma pistola foi apreendida por soldados do 22º BPM (Maré).

Já na favela da Chatuba, a PM apreendeu munições, drogas e armas, entre elas um rifle .30 antiaéreo, de uso exclusivo do Exército . A corporação ainda não confirmou se a arma encontrada foi a mesma usada para derrubar o helicóptero da PM no tiroteio de sábado.

Início dos confrontos

A onda de violência no Rio de Janeiro teve início quando traficantes do Complexo do Alemão e do Jacarezinho invadiram o Morro dos Macacos, por meio do Morro São João, por volta das 3h do último sábado. Assim, começou uma guerra pela disputa de pontos de venda de drogas no Morro dos Macacos.

Uma operação policial, com 120 homens, começou na favela para pôr fim à violência. Porém, um helicóptero da Polícia Militar que dava cobertura a ação foi abatido a tiros por criminosos. Ao ser atingida, a aeronave explodiu causando a morte dos policiais Marcos Macedo e Edinei Canavarro de Oliveira.

Futura Press

Helicóptero cai em campo de futebol após ser atingido por tiros

Nesta segunda-feira, morreu mais um soldado que estava no helicóptero . O cabo Iso Gomes Patrício estava internado no Hospital da Força Aérea, na Ilha do Governador, com queimaduras em cerca de 80% do corpo. Seu estado era considerado gravíssimo.

Além das três vítimas fatais, ficaram feridos o piloto Marcelo Vaz de Souza, o copiloto Marcelo Mendes e o policial Anderson dos Santos. Os dois primeiros receberam alta na noite de segunda-feira . Somente Anderson dos Santos segue internado, em quadro estável.

Ordem vinda de presídio

O Ministério da Justiça negou nesta segunda-feira, em nota à imprensa, que a ordem para a invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, tenha partido de traficantes presos da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná . De acordo com a secretaria de Segurança do Estado, o caso é investigado em sigilo.

O Ministério da Justiça afirma ainda que, desde que entraram em funcionamento, há mais de 3 anos, as penitenciárias federais não registraram "nenhuma morte, fuga, rebelião, entrada de aparelhos celulares ou armas".

A possibilidade da invasão ter sido ordenada por detentos havia sido levantada pela Polícia Civil. "O Morro dos Macacos é estratégico para a polícia e para os bandidos. Sempre que uma facção acha que a rival está fragilizada tenta ampliar seus domínios no Morro", afirmou o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski.

Assista ao vídeo sobre o mapa do tráfico de drogas no Rio:

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