Polícia Militar mantém ocupação na favela Paraisópolis, em São Paulo

SÃO PAULO - A Polícia Militar continua com a ocupação da favela Paraisópolis, zona sul de São Paulo, onde, na segunda-feira, aconteceu uma violenta manifestação de moradores. A partir desta quarta-feira a polícia terá o efetivo de 293 policiais, 70 viaturas, 20 cavalos e quatro cães dos Batalhões de Choque em Paraisópolis, além da presença da Polícia Militar nas adjacências.

Redação |

A polícia realizará uma operação nos moldes da Operação Saturação na região, com o objetivo de vigiar todas as saídas da favela e prender os autores do tumulto que aconteceu no início da noite de segunda-feira. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Ronaldo Marzagão, policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar, que já realizaram este tipo de operação, estarão no local.

AE
Cerca de 180 policiais ocupam a favela de Paraisópolis em São Paulo

"Ficaremos com estas unidades aqui o tempo necessário, até que seja esclarecida a autoria dos diversos crimes, tanto de dano ao patrimônio como também de tentativa de homicídio aos policiais, e eventualmente formação de quadrilha", disse o secretário.

Balas de borracha

O secretário ressaltou ainda a ação dos policiais que mesmo sendo alvejados com munição letal, responderam com balas de borracha. "Os policiais que receberam tiros reais responderam com balas de borracha, pois tiveram a frieza e a formação profissional necessária para não prejudicar a população, pois o local tem muitas crianças e cidadãos de bem. Se o Estado tivesse uma resposta também violenta e inconsequente, a situação seria irreversível".

Câmeras espalhadas pela avenida Giovanni Gronchi, na entrada da favela, podem ajudar na identificação dos autores da manifestação. O secretário esteve reunido com o delegado geral da Polícia Civil, Mauricio José Lemos Freire, discutindo estratégias de atuação no local.

Aulas suspensas e trânsito desviado

As aulas de três escolas próximas à favela foram suspensas : Centro de Educação Infantil (CEI) de Paraisópolis, CEI Santa Escolástica e CEI Lina Rodrigues. A previsão é de que as três retomem as atividades apenas na quarta-feira.

O tráfego pelas ruas da favela também foi modificado após o conflito. O trânsito permanece bloqueado na região, entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.


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Confrontos

No fim da tarde de segunda-feira, moradores da região de Paraisópolis atearam fogo em diversos veículos e depredaram estabelecimentos nas ruas da favela. Para impedir a entrada da polícia, foram montadas barricadas.

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