Polícia já prendeu 17 por crimes eleitorais em Alagoas

Desde o início da campanha eleitoral deste ano em Alagoas, 17 pessoas foram presas sob a acusação do uso de meios ilícitos para tentar beneficiar candidatos na disputa de prefeituras e Câmaras de Vereadores no Estado. Algumas prisões foram relaxadas, mas outras mantidas.

Agência Estado |

Entre os candidatos presos que foram soltos está o empresário Gustavo Bulhões, filho do ex-governador Geraldo Bulhões. A Justiça Eleitoral - em parceria com a Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) - tem estado mais atenta a ações como compra de voto, cadastramento de eleitores e distribuição de favores, cestas básicas, material de construção e outros bens materiais.

Mesmo assim, os acusados de comprar voto e cadastrar de eleitores continuam agindo. Segundo o superintendente da Polícia Federal de Alagoas, delegado José Pinto de Luna, a PF investiga uma mulher que teria cadastrado mais de 10 mil eleitores em Maceió para vender os dados a candidatos a vereador na capital. Luna reconhece que, apesar das campanhas por eleições limpas e contra a venda do voto, as velhas práticas prosseguem, "principalmente em Estados pobres e com uma grande quantidade de eleitores analfabetos, como Alagoas", disse.

O presidente da OAB-AL, Ormar Coelho de Mello, disse que a entidade "já recebeu centenas de denúncias de crimes eleitorais este ano." Segundo ele, as denúncias chegam da capital e do interior do Estado. Coelho disse que todas as denúncias são averiguadas e aquelas bem fundamentadas são repassadas às autoridades para que sejam investigadas. "Estamos dando a nossa contribuição por eleições limpas em Alagoas, tentando mudar uma prática antiga, mas não é fácil, porque há uma cultura de troca de favores, do clientelismo e do curral eleitoral já arraigada há anos na sociedade alagoana", observa.

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