Polícia investigará possível furto de passageira que morreu em aeroporto do Rio

RIO DE JANEIRO - A Delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, abriu inquérito nesta segunda-feira para investigar o possível furto de US$ 8 mil que a aposentada Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, trazia dos Estados Unidos. Ela morreu pouco após desembarcar no aeroporto do Rio, na manhã de domingo.

Redação |

O sumiço do dinheiro já havia sido anunciado pela filha dela, Sandra Williams, a emissoras de TV, mas foi registrado hoje na delegacia.

AE
Sandra veio de Nova York para acompanhar a investigação sobre morte

As condições em que antecederam a morte da aposentada têm gerado divergência entre a companhia área TAM, responsável pelo voo JJ 8079 (Nova York-Rio) que trouxe a aposentada, e a Infraero.

Por meio de nota, a TAM alega que Maria começou a se sentir mal no final da viagem. Neste momento, diz que os tripulantes fizeram-lhe as "perguntas previstas na conduta para avaliação do estado geral do passageiro", mas ela não autorizou a busca de um médico entre os passageiros para que a examinasse. Porém, pediu que fosse atendida no momento do desembarque.

Em seguida, às 5h05, o comandante teria acionado funcionários da empresa em terra para que eles pedissem socorro médico à Infraero.

Às 5h28, as portas da aeronave foram abertas, mas, segundo a TAM, nenhum médico aguardava pela passageira.

No momento em que um funcionário encaminhava a aposentada para o ambulatório, ela desmaiou. O serviço de emergência teria sido acionado pela segunda vez e apareceu apenas as 5h53 - 25 minutos após o primeiro chamado.

A Infraero, por sua vez, diz ter recebido o primeiro pedido de socorro às 5h35 e, questionado se a passageira tinha condições de ir ao posto médico, o funcionário da TAM teria respondido que iria verificar.

De acordo com a estatal, somente as 5h50 o serviço médico voltou a ser contatado e informado sobre a necessidade de comparecer à aeronave. A partir daí, os médicos teriam demorado um minuto para se deslocar. Ao chegar, teriam visto a aposentada em uma cadeira de rodas, dentro da ponte de embarque, já com sinais de parada cardiorespiratória.

A nota da Infraero assinala ainda que, ao contrário do que prevê o plano de emergência, a TAM realizou o desembarque dos demais passageiros antes que a aposentada recebesse os primeiros socorros.

A delegada responsável pelo caso Teresa Pezza informou que pedirá o registro das conversas entre piloto e torre para apurar uma possível omissão de socorro da companhia aérea ou da Infraero.

Com informações da Agência Estado

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