Polícia investiga se assassinato de casal e duas filhas foi motivada por vingança

SÃO PAULO - A Polícia Civil da cidade de Americana investiga se o assassinato do casal Robson Douglas Tempesta, de 39 anos, e Ana Paula Duca Tempesta, de 31, e de suas duas filhas de 2 e 4 anos foi motivado por vigança. O casal foi atingido por 16 tiros no escritório em que trabalhavam, em Americana, e as meninas foram encontradas mortas às margens da Rodovia Hélio Stefin.

Redação |

Ainda de acordo com  polícia, as filhas do casal foram encontradas com sinais de entrangulamento. Ninguém foi preso pelo crime ainda, porém cinco pessoas já foram ouvidas.

Sobre a hipótese de vingança, o delegado João José Dutra afirma que "o rapaz tinha negócios mal resolvidos e isso fez com que ele tivesse desafetos na cidade".

Contra Tempesta existem ao menos dois inquéritos policiais abertos, pelo suposto crime de estelionato. São mais de 10 processos cíveis em que o empresário é réu, segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de São Paulo.

Em uma comunidade de um site de relacionamentos, Robson é descrito como alguém que aplicava golpes e ganhava grandes quantias de dinheiro com isso. Sua mulher é colocada como cúmplice dos supostos crimes. Já no perfil pessoal do empresário, o foco está em sua família, na empresa do ramo de shows e na paixão por caminhonetes.

Trabalham no caso especialistas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de São Paulo, e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana.

O crime

Segundo apuração da Polícia Civil, o casal teria sido morto entre as 18 e 20 horas desta quarta-feira. Até o fim da tarde da quinta-feira, o delegado seccional não tinha informações sobre possíveis testemunhas que teriam ouvido os disparos ou visto a movimentação na frente ao escritório das vítimas. "Era uma noite muito chuvosa e ainda não temos essas testemunhas. Ou as pessoas não viram ou ouviram, ou estão ainda com medo de se apresentar", disse o delegado.

Um funcionário da empresa, cujo nome foi preservado pela polícia por segurança, disse que foi ao local à noite porque tinha um encontro marcado com o proprietário do escritório. "Ao chegar, verificou que o lugar estava trancado, mas com a luz acesa. Ao conseguir abrir a porta, encontrou os corpos", afirmou Dutra. O delegado disse que o funcionário sabia que as crianças estavam com o casal no escritório, mas quando entrou, as meninas não foram encontradas.

A polícia informou que Tempesta foi atingido com 13 tiros e sua mulher, com três. Os tiros acertaram cabeça, tronco e membros das vítimas. Os corpos das duas meninas foram encontrados no dia seguinte. O seccional informou que o delegado da DIG, Cláudio Eduardo Nogueira Navarro, ouviu outros funcionários da empresa, mas não deu mais informações.

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