Polícia investiga se assaltantes que jogaram casal de encosta no Rio são da Rocinha

RIO DE JANEIRO ¿ A Polícia Civil informou nesta quarta-feira que irá realizar buscas na favela da Rocinha para tentar localizar os quatro criminosos que jogaram um casal de uma encosta na avenida Niemeyer, na zona sul do Rio, durante a madrugada. Segundo a titular da 14ª DP (Leblon), Tércia Amoêdo, a polícia trabalha com outras hipóteses, mas, a princípio, as investigações apontam que os bandidos seriam dessa comunidade.

Anderson Dezan, repórter do Último Segundo no Rio |

Estamos realizando várias diligências, mas tudo indica que os assaltantes são da Rocinha em razão do local onde o veículo roubado foi abandonado, disse a delegada, completando que as vítimas serão convocadas a prestar novo depoimento, provavelmente nesta quinta-feira. O casal irá ajudar na elaboração dos retratos falados dos assaltantes. Eles ainda não fizeram isso porque estão muito abalados com o crime.

De acordo com a polícia, o empresário e advogado Marcelo Viana, de 43 anos, e a namorada, a publicitária Paula Barreto, de 31, relataram que foram rendidos por criminosos após jantarem em um restaurante na avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa. Quando já estavam dentro de seu carro, um Audi, eles foram abordados por quatro assaltantes a bordo de uma picape importada. Marcelo e a namorada saíram do veículo, mas os bandidos pediram para o casal retornar ao automóvel.

Segundo o casal, os criminosos queriam ir à casa das vítimas para assaltá-la. O advogado, que mora na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, disse aos bandidos que morava em Ipanema, zona sul, para despistá-los. Durante o trajeto, Marcelo disse ter sido agredido duas vezes com coronhadas na cabeça, enquanto Paula teve uma arma apontada para seu rosto. Percebendo que estavam sendo enganados, os assaltantes levaram o casal para a avenida Niemeyer, próximo à entrada para a favela do Vidigal.

Futura Press

Encosta na avenida Niemeyer de onde o casal foi empurado pelos assaltantes

Lá, os bandidos pararam o carro, mandaram as vítimas saltarem do veículo e subirem em uma mureta que divide a via da encosta. O casal começou a ser chutado e caiu no barranco. Machucados e presos a pedras e plantas, Marcelo e Paula gritaram por socorro e acabaram sendo ouvidos por policiais militares do 23º BPM (Leblon) que passavam pelo local e os salvaram.

Soldados do mesmo batalhão realizaram buscas pela região e encontraram o Audi roubado abandonado próximo à entrada para a favela da Rocinha. De acordo com a delegada Tércia Amoêdo, o automóvel só foi largado porque estava com as rodas danificadas e várias partes amassadas. Ela acredita que, se o carro não estivesse quebrado, os assaltantes teriam subido a favela da Rocinha com o veículo.

A titular da 14ª DP disse que ainda pretende esclarecer alguns pontos do assalto durante o novo depoimento do casal. Segundo ela, o fato dos criminosos terem abordado as vítimas a bordo de uma picape importada deverá ser investigado. Para Tércia Amoêdo, esse fato aponta para a possível existência de mais um assaltante que teria deixado os quatro comparsas e seguido com a picape, já que nenhum automóvel abandonado foi encontrado na Lagoa.

Eles, sem dúvida, estavam de carro porque, se eles forem mesmo da Rocinha, eles não iriam a pé da favela até a Lagoa. A possível existência de um quinto elemento será investigada, conclui a delegada.

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