Polícia investiga autoria de suposta bala perdida que matou jovem em São Paulo

SÃO PAULO ¿ A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para descobrir as causas da morte de uma estudante de 17 anos que morreu devido a uma suposta bala perdida durante troca de tiros entre a Guarda Civil de São Caetano do Sul e um ladrão de um carro, na região de Heliópolis, na zona sul de São Paulo.

Agência Estado |


AE
Morte de menina provoca protesto em Heliópolis

Morte de menina provoca protesto em Heliópolis

A polícia afirma que, durante patrulhamento no bairro da Vila São José, dois policiais viram um Ford K vermelho seguindo na contramão. Afirmam que, como o veículo não parou após ligarem o giroflex, iniciaram a perseguição. Um dos policiais teria atirado na roda do carro, que perdeu o controle e bateu em outro carro, antes de parar, próximo à Igreja Santa Edwiges.

O suposto ladrão, teria, então, corrido para dentro da favela de Heliópolis, enquanto sua companheira permaneceu no carro e foi detida sem resistir. Durante a troca de tiros com o homem que saiu do veículo, Ana Cristina de Macedo foi baleada.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 95º Distrito Policial de São Paulo, a vítima morreu no pronto-socorro do Hospital Heliópolis. Para os moradores do bairro, o tiro foi disparado por um dos guardas municipais de São Caetano.

Uma mulher que estava com suposto ladrão no Ford K vermelho foi detida sem reagir. A dona do veículo afirma que a mulher estava presente, mas não participou do roubo.

Protesto

Em sinal de protesto contra a morte da garota, no início desta madrugada os moradores resolveram montar uma barricada de pneus e pedaços de madeira incendiados, a fim de obstruir a rua.

Agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), auxiliados pela Polícia Militar (PM), tiveram de usar bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Dois deles foram atingidos, mas ainda circulavam, mesmo feridos, minutos depois entre os moradores. A população foi dispersada por completo por volta da 1h30.

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