Polícia indicia dez pessoas por acidente da TAM

A Polícia Civil de São Paulo anunciou hoje o indiciamento de dez pessoas pelo acidente com o Airbus A320 da TAM, ocorrido no dia 17 de julho de 2007, que deixou 199 mortos no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Entre os indiciados estão ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da TAM.

Agência Estado |

Todos responderão por atentado contra a segurança do transporte aéreo.

Foram responsabilizados pelo acidente os ex-presidentes Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e da Anac, Milton Zuanazzi. O diretor de segurança de vôo da TAM, Marco Aurélio Castro, e o ex-gerente de engenharia de operações da companhia aérea Abdel Rishk também foram indiciados.

Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Menezes Barbosa, do 15º Distrito Policial (DP), anunciou o indiciamento de outros quatro dirigentes da Anac, entre eles a ex-diretora da agência, Denise Abreu, e de dois funcionários da Infraero que avaliaram e liberaram a pista de Congonhas no dia do acidente.

A Infraero informou que "não se pronuncia até ter em mãos oficialmente inquérito do caso". A Anac afirmou não ter sido notificada do indiciamento e que "enquanto não receber notificação, não vai se pronunciar". A TAM informou que "não vai se pronunciar até o final das investigações".

Em nota, o advogado de defesa de Denise Abreu, Roberto Podval, se disse "perplexo" com o anúncio do delegado. "Não há qualquer nexo ou ligação possível de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu", afirmou o advogado.

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