Polícia indicia 41 torcedores por morte em Minas

Entre os indiciados estão o presidente e vice-presidente da Galoucura, principal torcida organizada do Atlético-MG

AE |

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Uma briga generalizada que terminou com o assassinato de um cruzeirense levou a Polícia Civil mineira a indiciar nesta sexta-feira 41 torcedores do Atlético-MG. Entre os indiciados estão Roberto Augusto Pereira, o "Bocão", e William Palumbo, conhecido como "Ferrugem", respectivamente presidente e vice-presidente da Galoucura, principal torcida organizada da equipe alvinegra. 

nullSegundo o chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV) da polícia, delegado Wagner Pinto, os torcedores foram indiciados por homicídio, tentativa de homicídio e lesão corporal, dependendo do envolvimento de cada um deles na pancadaria generalizada. De acordo com o policial, os diretores da Galoucura, porém, "estão em todos os crimes". "No contexto geral, através das provas testemunhais e periciais, foi confirmado que eles (Bocão e Ferrugem) participaram insuflando o grupo e agredindo também", acusou. 

A briga ocorreu em 27 de novembro, em frente a um espaço de eventos em área nobre da capital mineira onde era realizado 3º Brasil MMA Fight, torneio de luta livre que tinha a participação de um integrante da torcida atleticana. Torcedores do Cruzeiro estiveram no local e teve início uma briga generalizada. Em meio à confusão, , de 19 anos, que torcia para a equipe celeste, foi morto com vários chutes e golpes de barra de ferro e placas de trânsito, principalmente na cabeça. 

A agressão foi filmada por câmeras de segurança, mas a polícia afirma que o material gravado foi apenas uma parte das investigações. Wagner Pinto explica, inclusive, que o início da confusão, não gravado, foi o que levou a polícia a indiciar torcedores por lesão corporal e tentativa de homicídio. "As imagens são parciais. Mostram só o fim da agressão. Temos mais de 80 depoimentos e provas periciais", observou o delegado. "No conjunto da prova, foi apurado que o grupo comandado por Ferrugem e Bocão iniciaram as agressões e que um elemento A dá um soco no olho do elemento B e para por aí. Não necessariamente da vítima que morreu, porque são várias vítimas", acrescentou. 

Em dezembro, a Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias de nove integrantes da Galoucura, incluindo Ferrugem e Bocão. Dois suspeitos continuam foragidos. Nesta sexta, além do indiciamento, a polícia pediu a conversão das prisões temporárias em prisões preventivas, o que pode fazer com que os acusados fiquem atrás das grades até o julgamento. 

O advogado Dino Miraglia, que representa parte da direção da Galoucura e parte dos demais acusados, afirma não acreditar que seus clientes continuem na prisão. Segundo o advogado, não há prova da participação deles nas agressões, pois eles não aparecem nas imagens.

"A polícia não identificou nem as sete pessoas que aparecem nas imagens. É tudo baseado em depoimento dos integrantes da Máfia Azul (torcida organizada do Cruzeiro), que são inimigos e têm ficha criminal maior que meus clientes", declarou.

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