Polícia identifica dez suspeitos de envolvimento em chacina em favela no Rio

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio identificou nesta quinta-feira dez dos 17 suspeitos de envolvimento na chacina da Favela do Barbante, em Campo Grande, zona Oeste do Rio, na madrugada de ontem. Entre os suspeitos, há três policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro, além do filho do vereador Jerônimo Guimarães, Luciano Guimarães.

Redação com Agência Brasil |

As informações foram conformadas pelo titular da 35ª DP (Campo Grande), Marcus Neves, que investiga o caso. Ele participou, na manhã desta quinta-feira de uma reunião na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e com o presidente da CPI das milícias, deputado Marcelo Freixo (PSol).

De acordo com o delegado, Luciano Guimarães, que é o atual chefe da milícia da zona Oeste, não só comandou os sete assassinatos na Favela do Barbante como também participou da execução aleatória dos moradores. Marcus Neves acrescentou que Luciano Guimarães estaria chefiando a milícia no lugar do pai, Jerônimo Guimarães, o Jerominho, detido no presídio de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

As investigações da Polícia Civil indicam também que há relação entre a chacina e campanhas eleitorais de candidatos envolvidos com as milícias da zona oeste. O delegado levantou, inclusive, a hipótese de candidata à vereadora Carminha Guimarães, também filha de Jerônimo Guimarães, ser uma das pessoas beneficiadas.

Esse atentado teve como objetivo primeiro criar a idéia na comunidade de que a presença de milicianos é imprescindível. E alguns candidatos vinculados ao grupo de milicianos deveriam ser prestigiados pela comunidade no sentido de eleger essas pessoas para que a milícia permanecesse na comunidade, afirmou o delegado.

Trabalhamos com todas as possibilidades. Entre elas, a da Carminha Jerônimo ser uma dessas referências, acrescentou Marcus Neves.

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