Polícia Federal prende novamente sócia da Daslu em São Paulo

SÃO PAULO ¿ A empresária Eliana Tranchesi, uma das sócias da Daslu, foi presa na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal (PF), em São Paulo, por suspeita de crimes financeiros. Ela estava em sua casa, na zona sul da cidade, e foi levada para o Presídio Feminino do Carandiru.

Redação |

De acordo com a assessoria da Polícia Federal, foi cumprida uma sentença expedida pela 2ª Vara da Justiça Federal. Além de Eliana, foram presos seu irmão, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, e o ex-diretor financeiro da Daslu, Celso de Lima. A decisão é uma condenação em primeira instância e, por isto, ainda cabe recurso.

A sentença os condenou pelos crimes formação de quadrilha, descaminho (fraude em importações) e falsificação de documentos. A prisão está relacionada à Operação Narciso da Polícia Federal, que investiga supostos crimes cometidos em 2005.

Felix Lima
Eliana Tranchesi

Eliana Tranchesi é sócia da Daslu e já foi presa em 2005

Em 2005, a empresária teve sua prisão temporária decretada e chegou a ficar detida por alguns dias, mas obteve liberdade para responder o processo.

Ela e o irmão foram denunciados, com outras cinco pessoas, pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho consumado, descaminho tentado e falsidade ideológica.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, Eliana faria parte de uma organização que realizava importações fraudulentas de produtos para a butique, lesando o fisco. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou a recusar o pedido dos advogados para que essa acusação fosse excluída.

Histórico

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004 com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada de Miami (Estados Unidos) para uma importadora no Brasil.

Escutas telefônicas demonstraram que os acusados no caso estavam planejando a queima de documentos sobre a fraude. Isso motivou, em julho de 2005, a Operação Narciso. Na época, policiais federais revistaram a Daslu, apreenderam documentos e prenderam a proprietária da loja, Eliana Maria, e seu irmão, além de dois outros acusados.

(*com informações da Agência Estado)

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