Polícia Federal prende ex-prefeita e mais 9 por desvio de verbas no Maranhão

SÃO LUÍS ¿ A Polícia Federal no Maranhão prendeu, nesta terça-feira, a ex-prefeita de Alcântara e atual procuradora geral do município, Heloisa Leitão, e mais 9 pessoas por suspeita de desvio de verbas no Estado, que deveriam ser usadas na educação. Conforme a Controladoria Geral da União (CGU), em cinco meses do ano de 2008, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 5 milhões.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

A Operação Orthoptera foi deflagrada no início da manhã e, dos 12 mandados de prisão expedidos, 11 já foram cumpridos. A polícia cumpriu também 11, dos 12 mandados de prisão coercitiva. Neste caso, significa que a pessoa deve ser encaminhada à delegacia para ser ouvida, mas depois é liberada.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), as investigações tiveram início após o órgão constatar a utilização excessiva de cheques avulsos, saques contra recibo e transferência online. Após esses levantamento preliminares que sinalizaram o desvio de recursos públicos, a Procuradoria Regional Eleitoral e o Ministério Público Estadual foram comunicados. A partir disso, foi quebrado o sigilo bancário da Conta do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha falsificava extratos bancários com a finalidade de maquiar o desvio de verbas vindas da Educação. Acredita-se que, além da ex-prefeita, o grupo tinha a participação de empresários e integrantes de comissões de licitação e sindicância.

A polícia afirma que a Prefeitura de Alcântara usava os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) de forma fraudulenta. De acordo com a PF, tais recursos eram transferidos para outras contas da Prefeitura a fim de desvinculá-los da sua origem.

Em seguida, a partir das contas recebedoras das transferências, tidas como contas de passagem, os recursos do Fundeb eram utilizados para pagamentos diversos, créditos a terceiros e saques em boca em caixa.

Os presos devem ser indiciados pelos crimes de falsificação de documento público e de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha ou bando.

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