PORTO ALEGRE - A Polícia Federal do Rio Grande do Sul prendeu, nesta terça-feira, 34 pessoas suspeitas de participar de uma quadrilha que atuava no tráfico internacional de drogas, especialmente o crack, e roubos a bancos e estabelecimentos comerciais no Estado.

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Dinheiro apreendido na operação

De acordo com o delegado Alexandre Pauli, outras 16 pessoas, que já estavam detidas, tiveram os mandados de prisão preventiva renovados.

Pauli explica que as investigações que culminaram na Operação Castelo ocorreram de março a outubro deste ano e, neste período, foram identificadas dez quadrilhas de traficantes. Elas negociavam 30 kg de crack por semana, o que rendia em torno de 300 mil pedras. Isso era vendido no atacado por cerca R$ 270 mil, explica o delegado.

Para conseguir mais dinheiro para o tráfico de drogas, o delegado explica que a quadrilha realizava também furtos e roubos, principalmente em instituições bancárias.

Ao todo, 150 agentes buscam cumprir 68 mandados de prisão preventiva e 60 mandados de busca e apreensão. A ação não deve ficar restrita ao dia de hoje. Vamos continuar até cumprir todos os mandados", diz o delegado, acrescentando que terá 30 dias para concluir o inquérito.

Investigação

Segundo a polícia, a droga tinha procedência boliviana e ingressava no Brasil através do Paraguai. Depois, era transportada até a região metropolitana da capital gaúcha, de onde era distribuída.

A polícia considera que 80% do crack consumido na cidade de Pelotas e na região metropolitana de Porto Alegre vinha do grupo. O líder da quadrilhava morava em Pelotas e viajava semanalmente para as cidades vizinhas para fazer cobranças e entregas, afirma Pauli.

Nos nove meses de investigação, a Polícia Federal conseguiu interceptar uma remessa de 30 kg de crack, além de veículos e dinheiro.

Os presos são encaminhados para os presídio Central, regional de Pelotas e de Jaguarão, onde devem aguardar julgamento.

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