Polícia Federal prende 27 hackers por fraudes de R$ 500 mil ao mês

RIO GRANDE DO SUL - A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, durante a Operação Cardume, 27 supostos integrantes de uma quadrilha especializada em crimes pela internet. O grupo atuava pelo menos desde maio de 2007. A polícia estima que, neste período, mais de 200 pessoas tenham sido vítimas das fraudes, que atingiam cerca de R$ 500 mil por mês. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe.

Redação com Agência Estado |

Segundo a PF, a organização criminosa atuava obtendo senhas bancárias fraudulentas, pelo método conhecido como "phishing scan", por meio de programas que capturam os dados digitados por usuários de sistemas de home banking. A quadrilha efetuava transferências ilícitas para contas de laranjas e pagamentos de contas.

A operação contou com 215 policiais federais. No Rio Grande do Sul, os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Cidreira, Esteio, Parobé, Pelotas, Rio Grande, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul e Viamão. Nos demais estados, os mandados foram cumpridos em Balneário Camboriú e Criciúma (SC), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e Alagoinhas (BA) e Aracaju (SE).

A PF informou que as investigações começaram em 2007, como desdobramento da Operação Navegantes, ocorrida no dia 11 de maio, que prendeu 15 hackers e "laranjas". Segundo a PF, eles emprestavam as contas bancárias para os montantes serem transferidos ilicitamente antes de serem sacados. Outra forma de usarem os valores desviados era efetuando compras pela internet. Em alguns casos, integrantes da quadrilha faziam pagamento de impostos para terceiros, mediante pagamento de valores muito abaixo do nominal.

As ações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) da Polícia Federal do Rio Grande do Sul.

Os suspeitos serão indiciados pelos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha, interceptação informática não autorizada e receptação.

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