SÃO PAULO - A Polícia Federal de São Paulo prendeu, na manhã desta quinta-feira, 16 pessoas na Operação Riqueza, que teve como objetivo desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas.

Dos detidos, 12 estavam em São Paulo e quatro eram de Campo Grande, segundo a polícia.

As investigações começaram há cerca de nove meses e detectaram a existência de um vínculo comercial entre supostas facções criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Divulgação
Durante as investigações foi apreendida uma grande quantidade de drogas

O chefe do grupo ficava em São Paulo e, de acordo com a PF, foi preso logo no início das investigações, mas passou a chefiar o grupo de dentro do presídio, pelo celular. A advogada dele, presa nesta quinta-feira, ajudava a levar informações para a prisão.

No período da operação, outras 12 pessoas foram presas e foram apreendidos 46 quilos de cocaína, 37 quilos de pasta base, 17 quilos de haxixe, 225 quilos de maconha e diversos apetrechos para refino de droga. A PF acredita que a quadrilha atuou por dois anos e foi desarticulada.

Ainda segundo a PF, a droga era adquirida pelos grupos na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e, de acordo com as investigações, vinha em carros de fundo falso para São Paulo e depois era reembarcada para o Rio de Janeiro. No Rio, o produto era comercializado principalmente no Complexo do Alemão, no Morro da Vila Cruzeiro.

A PF informou que o lucro era depositado em contas de laranjas e empresas de fachada, que teriam movimentado R$ 3 milhões durante o período de investigações. O dinheiro era depositado nessas contas em quantias de até R$ 10 mil, para não levantar suspeitas.

Na ação, dois laboratórios de refino de drogas foram descobertos em São Paulo. Já as empresas de fachada ficavam localizadas em Minas Gerais e em Campo Grande.

Leia mais sobre: tráfico de drogas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.