Polícia Federal prende 13 suspeitos de tráfico de drogas pelo Sedex

RIO BRANCO - A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, 13 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em tráfico de entorpecentes pelo serviço de Sedex, dos Correios. A ação faz parte da Operação Capricórnio realizada nos Estados do Acre, Rondônia e Ceará por 62 policiais. Segundo informações da polícia, a organização criminosa tem base no Acre e Bolívia. Ainda faltam ser cumpridos dois mandados de prisão.

Redação |


Os presos devem ser indiciados por tráfico internacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Estão presos até o momento:

- Dhunay da Silva Lima
- Jean Carlos Oliveira Freitas
- Daniel Araújo Lima, conhecido como "Daniel Cachorrinho" ou "Das Gatas"
- Antônio Raimundo de Lima, conhecido como "Perna de Lata" ou "Ciborg"
- Gilberto Ferreira Paiva Filho, conhecido como "Gordo"
- Adriana Reis da Silva, cônjuge do suspeito "Gordo"
- Geysa Silva de Aquino
- Cleidiomar de Souza Melo
- Reginaldo da Silva
- Clodoaldo da Silva, conhecido como "Frangão"
- Raimundo Nonato Alves dos Santos, conhecido como Nonato ou Compa
- Arlete Lopes de Araújo Oliveira
- Keila Samanta de Paula Isacksson

As investigações acontecem desde 2006 quando a polícia verificou que o narcotraficante brasileiro, conhecido como Cristiano, havia fixado residência na Bolívia após fugir de Rondônia. No outro país, Cristiano, segundo a polícia, negociava e transportava entorpecentes usando a internet como forma de comunicação com os demais integrantes do grupo.

O serviço de Sedex, dos Correios, era usado para enviar remessas de cocaína para diferentes regiões do País, principalmente para Fortaleza, no Ceará. Estima-se que Cristiano e seus companheiros tenham movimentado mais de R$ 1 milhão apenas em 2007.

Divulgação
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"Empresa" usada para lavagem de dinheiro
De acordo com informações da PF, Cristiano e Nonato, integrante acreano da quadrilha, instalaram uma empresa no Acre para lavar o dinheiro obtido e dar uma aparência de legalidade às atividades. Para dar estrutura às atividades da organização, uma casa foi alugada em Rio Branco para funcionar como entreposto e suporte logístico do tráfico.

Outra ramificação da organização foi localizada em Rondônia, onde uma importante narcotraficante conhecida como Arlete também traficava com o uso da internet. Segundo a PF, Arlete ainda acessava com freqüência o site da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) para ter informações sobre a atuação da polícia no combate ao narcotráfico.

A polícia também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão.

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