Polícia Federal prende 11 em operação contra crimes ambientais no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, 11 pessoas suspeitas de caça ilegal e crimes ambientais na reserva Reserva Biológica do Tinguá (REBIO Tinguá), no Rio de Janeiro.

Redação |

A "Operação Nariz de Pedra" cumpriu ainda mandados de busca e apreensão nos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Guapimirim e Miguel Pereira, e apreendeu armas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após diversas fiscalizações e denúncias da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DELMAPH) na reserva. Por décadas, ainda de acordo com a polícia, constatou-se que animais como pacas, porcos do mato, cotias, tatus e cervos foram caçados indiscriminadamente na região, levando a sua considerável diminuição.

Apesar de a reserva ser uma unidade de conservação de proteção integral, onde o acesso só é permitido para pesquisas científicas e sempre sob autorização da adminsitração da REBIO, a Polícia Federal afirma que é comum a invasão da reserva e a prática de crimes ambientais.

Após interceptações telefônicas e prisão de caçadores, a polícia afirmou que chegou a uma quadrilha que utiliza armas de fogo, arapucas e redes para a caça no local. Além disso, eles passavam dias acampados em ranchos construídos com árvores da reserva, configurando assim mais um tipo de crime ambiental.

Os investigados da operação responderão pelos crimes de formação de quadrilha armada, posse de arma de fogo de uso permitido ou restrito e caça ilegal. As penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

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