Polícia Federal faz operação contra corrupção e contrabando em quatro Estados

SÃO PAULO - A Polícia Federal em São Paulo, com o apoio da Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira a Operação Ártico, com o objetivo de desbaratar uma organização criminosa que pratica o contrabando de mercadorias com a criação de importadoras de fachada e a conivência de auditores-fiscais.

Redação |

  • Polícia Federal prende 13 no Paraná por tráfico em três Estados

  • Segundo a PF, os auditores recebem propina para registrar essas empresas nos sistemas de controle do Comércio Exterior da Receita Federal.

    Mais de 260 policiais federais cumpriram 25 mandados de prisão e 56 mandados de busca e apreensão em 16 cidades diferentes nos Estados de São Paulo, Rondônia, Espírito Santo e Mato Grosso. O balanço será divulgado ao longo da quarta-feira.

    De acordo com a polícia, a organização criminosa é composta de pessoas físicas e jurídicas, estas divididas em empresas ostensivas ¿ criadas para justificar a ocupação e a renda dos criminosos ¿ e em empresas dissimuladas ¿ abertas em nome de laranjas, subdividindo-se em empresas de fachada, de aluguel e fantasmas. Essas últimas seriam  utilizadas para contrabandear mercadorias, por sonegação dos tributos incidentes sobre as transações, num esquema de lavagem de dinheiro.

    Segundo a PF, na organização criminosa há várias células que possuem funções bem definidas e que se relacionam para praticar o crime. Entre eles, estão por exemplo os facilitadores, especializados em montar empresas de fachada e abrir contas bancárias, os auditores-fiscais da Receita Federal e os intermediários.

    O prejuízo causado pela organização criminosa aos cofres públicos chega à soma de centenas de milhões de reais, em tributos e multas que deixaram de ser recolhidos nos últimos anos.

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