Polícia Federal emite alerta para evitar fuga do ex-deputado Álvaro Lins

RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal emitiu, no domingo, um alerta para todos os aeroportos do País para evitar uma possível fuga do ex-deputado e delegado da Polícia Civil Álvaro Lins. Ele teve prisão preventiva decretada e é considerado foragido desde quinta-feira.

Redação com Agência Estado |

Divulgação
Mandato de Lins foi cassado por 36 votos a 24
Segundo a PF, o alerta foi enviado também para outros meios de transporte, como portos e rodoviárias, para impedir que Lins deixe o País. O advogado do ex-parlamentar disse na semana passada que seu cliente não deixou o Rio, está internado em uma clínica com sintomas de depressão e irá se apresentar quando melhorar.

Na última terça-feira, Lins perdeu a imunidade parlamentar quando teve cassado seu mandato de deputado estadual pelo PMDB. A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em votação secreta, por 36 votos a 24, o projeto de resolução que decretou a cassação. Três deputados se abstiveram e sete faltaram à sessão.

O advogado do ex-deputado disse que pretende impetrar nesta semana um mandado de segurança, com pedido de liminar, requerendo a imediata reintegração de seu cliente ao cargo. Segundo o defensor, ele alegará vícios processuais, como cerceamento de defesa e erros formais, para que Lins retorne à Alerj. Se o recurso for aprovado, o ex-deputado voltará a ter foro privilegiado e, portanto, não poderá ser preso.

Crimes

Álvaro Lins foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob as acusações de formação de quadrilha armada, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e facilitação de contrabando. Em maio deste ano, ele foi preso na operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal.

Na época, por ter imunidade parlamentar, Lins conseguiu o relaxamento de sua prisão decidido pela Alerj que, baseada no Regimento Interno e na Constituição, entendeu não haver legalidade na manutenção da prisão.

Após receber da polícia os autos do inquérito, a Corregedoria da casa elaborou um relatório indicando a quebra de decoro parlamentar que foi enviado ao Conselho de Ética. O órgão, então, decidiu, por unanimidade, recomendar a aplicação da pena de perda de mandato do deputado.

Lins, que chefiou a Polícia Civil do Rio de 2000 a 2006, também enfrenta dois processos administrativos na Corregedoria Geral Unificada, da Secretaria de Segurança Pública, e pode ser expulso do quadro da Polícia Civil.

Leia também:

Leia mais sobre: Álvaro Lins

    Leia tudo sobre: álvaro lins

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG