Polícia Federal do Mato Grosso prende 16 pessoas suspeitas de fraudes na Previdência

BARRA DO GARÇAS - A Polícia Federal do Mato Grosso prendeu, na manhã desta sexta-feira, 16 pessoas suspeitas de fraudes na concessão de benefícios previdenciários. O prejuízo causado pela quadrilha aos cofres públicos é estimado pelo Ministério Público Federal em R$ 2,2 milhões.

Redação |

Segundo a PF, as investigações que deram origem a "Operação Publicanos" tiveram início há um ano e revelaram a atuação de uma organização criminosa voltada para a obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários de aposentadoria por idade, pensão por morte, salário-maternidade e auxílio-doença previdenciário.

Entre os presos, há um servidor do INSS, uma ex-secretária de Sindicato de Trabalhadores Rurais, dez intermediários e quatro beneficiários. Além das prisões, a polícia também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, o grupo falsificava documentos para a comprovação de atividade rural, como declarações de Sindicatos de Trabalhadores Rurais e certidões do INCRA. Eles também criavam instituidores e dependentes (cônjuges, companheiros e filhos) para o recebimento indevido do benefício, utilizando-se para isso de óbitos ocorridos até trinta e sete anos antes. 

A investigação mostra que a quadrilha atuava pelo menos desde 2007 e, neste período, concedeu cerca de 150 benefícios de forma irregular.

A operação envolveu 80 policiais federais e funcionários do Ministério da Previdência Social.

Os presos foram encaminhados à Penitenciária Central do Estado em Cuiabá e responderão pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha.

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