Polícia Federal busca diretores da Camargo Corrêa acusados de crimes financeiros

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) de São Paulo realiza, nesta quarta-feira, a Operação Castelo de Areia, contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro supostamente articulados por funcionários da construtora Camargo Corrêa. Serão cumpridos 10 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Redação |

De acordo com a Polícia Federal, entre os suspeitos estariam funcionários da construtora, articuladores do esquema e doleiros.

As investigações teriam revelado que a suposta quadrilha movimentava dinheiro com origem ilícita por meio de empresas de fachada e operações conhecidas como dólar-cabo. O dólar-cabo (ou euro-cabo) é um crime financeiro em que é feita a cotação ou venda de moeda estrangeira fora dos sistemas de conversão autorizados pelo Banco Central.

Os suspeitos devem responder por evasão de divisas, operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude a licitações. As penas para tais crimes, somadas, podem chegar a 27 anos de prisão.

"Perplexidade"

Em nota, a construtora Camargo Corrêa manifestou sua "perplexidade" diante dos acontecimentos. De acordo com o texto da empresa, nesta manhã a sua sede em São Paulo foi isolada pela Polícia Federal, que tinha mandado da Justiça. A construtora disse não saber o teor do processo que autorizou a ação da PF e reiterou a confiança nos funcionários do grupo.

Leia íntegra da nota:

"A Camargo Corrêa vem a público manifestar sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça. Até o momento a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação.

A Camargo Corrêa ressalta que cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais, gerando mais de 60 mil empregos no Brasil e em 20 países em que atua. Em 2008, o Grupo faturou cerca de R$ 16 bilhões, gerando riqueza ao País e às comunidades em que suas empresas estão inseridas.

O Grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas."


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