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Polícia fechará espaço aéreo para a reconstituição da morte de Isabella

SÃO PAULO - A polícia da capital solicitou, na tarde de quarta-feira, ao Serviço Regional de Proteção ao Vôo o fechamento do espaço aéreo durante a reconstituição da morte da menina Isabella Nardoni, marcada para as 9 horas de domingo. A medida visa evitar a aproximação de helicópteros de emissoras de rádio e televisão. A reconstituição deve durar http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/23/reconstituicao_da_morte_de_isabella_pode_durar_ate_10_horas_1284187.html target=_topcerca de dez horas.

Redação com Agência Estado |

    A restrição começará duas horas antes da reconstituição e terminará duas horas depois e atingirá um raio de 3 quilômetros a partir do edifício London, onde morava o pai da criança Alexandre Alves Nardoni e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi encarregada de interditar a Rua Santa Leocádia para impedir a aglomeração de curiosos. A idéia é manter a população a pelo menos 50 metros do prédio, assim como foi feito na frente da sede do 9º DP durante o último depoimento do casal, no dia 18 de abril.

    Outra preocupação da polícia é com os moradores do edifício. O Grupo de Operações Especiais (GOE) irá reunir-se com o síndico do prédio para estabelecer as regras da reconstituição, já que quem decidir sair de casa não poderá voltar até o fim dos trabalhos. Os moradores que resolverem permanecer  no local terão que ficar dentro de casa.

    A polícia cogitou evacuar o edifício durante a reconstituição, após o vazamento de imagens do interior do apartamento dos Nardoni, feitas por um morador.

    Casal não é obrigado a participar

    AE
    Casal no último depoimento, no dia 18 de abril
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não serão obrigados a participar da encenação da morte de Isabella. Eles poderão se recusar a colaborar com os peritos do Instituto de Criminalística (IC), mas terão que comparecer ao local.

    Os dois foram indiciados por homicídio doloso triplamente qualificado - são acusados de espancar, asfixiar e arremessar Isabella pela janela do prédio.

    Na quarta-feira, peritos do IC e delegados do 9° Distrito Policial, no Carandiru, começaram a planejar o que chamam de reprodução simulada dos fatos.

    O principal objetivo é reproduzir passo-a-passo a versão apresentada pelo casal, desde a chegada ao prédio até o momento em que Isabella foi socorrida pelo serviço de resgate do Corpo de Bombeiros. Serão confrontados os resultados dos exames periciais com as declarações de testemunhas e indiciados.

    A perícia revelou que entre o desligamento do aparelho GPS do Ford Ka do casal e a primeira ligação para os bombeiros se passaram 13 minutos e 46 segundos. A polícia quer saber se haveria tempo hábil para uma terceira pessoa ter cometido o crime sem ser visto por algum dos dois. Eles serão ouvidos separadamente.

    Embora as atenções estejam voltadas para o casal, pouco mais de dez testemunhas serão intimadas a participar da reconstituição. Alguns nomes são dados como certos, entre eles o pai de Alexandre, o advogado Antonio Nardoni, e a irmã dele, Cristiane Nardoni.

    Moradores do Edifício London e de imóveis vizinhos devem contar o que viram e ouviram naquela noite. O porteiro do prédio, primeiro a ver o corpo de Isabella estendido no gramado, e os homens do resgate darão detalhes sobre a posição em que a menina foi encontrada e como aconteceu o socorro à vítima.

    Depoimentos do avô e da tia

    Na tarde de quarta-feira, Antônio Nardoni, Cristiane Nardoni e dois moradores do edifício onde aconteceu o crime prestaram depoimento no 9°DP.

    Agência Estado
    asasasasas
    Depoimento de avô e tia teve muita confusão

    Segundo fontes da Polícia Civil, que tiveram acesso ao Distrito Policial, Antônio e Cristiane teriam negado que esconderam provas que possam incriminar Alexandre e Anna Carolina, que não retiraram e nem modificaram nada no apartamento do casal após a morte de Isabella.

    A polícia investiga a hipótese de que uma terceira pessoa tenha alterado o local do crime. Ainda segundo as fontes, Antônio e Cristiane teriam ficado em locais separados dentro do distrito policial e não teriam tido contato durante os depoimentos prestados.

    Cristiane, irmã de Alexandre, também teria prestado esclarecimentos sobre um telefonema recebido na noite do crime, 29 de março, quando estava em um bar. Testemunhas contaram à polícia que ela teria dito que o irmão (Alexandre) "teria feito uma besteira". Ela nega ter feito tal comentário.

    O depoimento do pai e da irmã de Alexandre Nardoni causou muita confusão nesta quarta-feira. Os dois saíram de casa e chegaram ao distrito policial sob protestos de pessoas que pediam "justiça". Na saída, após prestarem depoimentos, houve nova confusão. Um homem - identificado pela polícia como João Mendes da Silva, de 65 anos - foi detido depois que bateu com uma bolsa no carro onde estavam Antônio e Cristiane.

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

    *Com informações da Agência Estado

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