A Polícia Ambiental de Itapetininga, na região de Sorocaba (SP), fechou hoje duas fábricas clandestinas de palmito que funcionavam no entorno dos Parques Estaduais Carlos Botelho e Intervales, no Vale do Ribeira, região sul do Estado. Além de equipamentos e embalagens, foram apreendidos 400 potes com os gomos prontos para consumo e 700 unidades no estado natural.

Foram detidos dois homens, que receberam multa de R$ 78 mil.

De acordo com o comandante da Polícia Ambiental na região, tenente Edson Moraes, os produtos foram obtidos a partir do corte de pelo menos 1,1 mil palmeiras da espécie juçara, típica da mata atlântica e em risco de extinção. Moraes afirmou acreditar que as árvores foram derrubadas no interior dos parques, uma vez que quase não se encontram essas plantas fora da área das reservas. Um dos estabelecimentos industriais funcionava num dos cômodos de uma casa. O outro,estava improvisado dentro da mata.

Os dois estabelecimentos preparavam e embalavam o palmito em condições de higiene precárias. De acordo com o comandante da Polícia Ambiental na região, os infratores tinham montado uma "cadeia" para o crime ambiental. Um grupo de palmiteiros fazia incursões pelo mato, derrubando as árvores e o enfeixe das toras de palmito. Outro grupo fazia a coleta dos feixes e transportava até as fabriquetas, onde mulheres e crianças trabalhavam no cozimento e embalagem. O produto era distribuído nos centros maiores, como Sorocaba, Campinas (SP) e a capital paulista. Desde o início deste ano, a Polícia Ambiental de Itapetininga apreendeu 8,5 mil unidades de palmito in natura, retiradas, principalmente, de reservas ambientais.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.