Polícia faz operação para acabar com financiamento de milícias no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Dois depósitos de gás, uma grande central clandestina de televisão a cabo e um paiol com armas e granadas que pertencia ao ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, foram encontrados nesta terça-feira pela polícia do Rio de Janeiro na ¿Operação Têmis 2¿. Ação tem como objetivo acabar com as fontes ilícitas de financiamento da milícia conhecida como ¿Liga da Justiça¿, que atua em bairros da zona oeste da capital fluminense.

Redação |

Os policiais que participam das buscas também visam a cumprir 15 mandados de prisão contra membros do grupo paramilitar. Esses suspeitos estão foragidos desde a primeira fase da Operação Têmis, realizada no último dia 9 de junho . Na ocasião, 45 pessoas foram presas, entre elas, um bombeiro, três policiais civis e 16 policiais militares.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança, a segunda etapa da operação contra a milícia Liga da Justiça busca coibir o comércio ilegal de gás, o transporte ilegal de passageiros, o furto de sinal de televisão por assinatura e outras atividades que não cumprem os decretos municipais.

Investigações mostram que mais de 50 mil botijões de gás são comercializados de forma ilegal todo mês. Além disso, as ligações clandestinas de TV a cabo chegam a 100 mil.

A secretaria informa que a ação deve durar cerca de 30 dias ininterruptos. Após este prazo, será feito um balanço e a fiscalização poderá ser prorrogada por outros 60 dias. Cerca de 340 policiais civis e militares participam da Operação Têmis 2.

A ação conta ainda com a participação do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran), da Secretaria Municipal de Ordem Pública, do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado do Rio de Janeiro (Sirgaserj), do Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro) e da Net Rio.

Combate às milícias

Para a Secretaria Estadual de Segurança, "atacando fontes ilícitas de financiamento, toda a quadrilha fica enfraquecida. Assim, o risco de outras pessoas assumirem a liderança do grupo é menor".

Na manhã desta terça-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, sobrevoou os bairros de Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, onde foram realizadas boa parte das buscas.

A milícia Liga da Justiça, liderada pelo ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, é uma das mais violentas do Estado do Rio e está ligada a pelo menos 30 homicídios, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança. Para Beltrame, combater as milícias é uma das ações prioritárias da secretaria de Segurança.

Neste ano, nós já superamos o total de presos em todo o ano passado, afirmou, acrescentando que desde janeiro 114 foram presas ligadas à milícias contra 78 do ano passado.

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