Cerca de 120 policiais de cinco estados (RJ, SP, RS, MG e DF), agentes federais, promotores e procuradores estão reunidos no Rio de Janeiro discutindo com dez representantes de agências norte-americanas formas de combate a gangues e crime organizado. O curso, com duração de cinco dias, é promovido pela Embaixada Americana e faz parte do chamado Projeto Pontes, criado pelo ex-embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, cujo objetivo é desenvolver o intercâmbio entre os profissionais encarregados do combate ao crime dos dois países.

"Estes intercâmbios são práticos, falamos de casos reais, compartilhamos coisas boas (casos bem sucedidos), mas também o que fizemos de errado", explica a procuradora federal do Departamento de Justiça, Karine Moreno-Txman. O adido do FBI no Brasil, David Brassanini, diz que há uma certa "fome por esta espécie de conhecimento" por parte dos brasileiros que lidam com combate ao crime.

Para os debates desta semana vieram dos Estados Unidos cinco representantes do FBI e da agência de combate às drogas (DEA), do setor de proteção às testemunhas (Marshals), da área de Imigração, do combate ao tráfico de armas (ATF), da Alfândega e da Procuradoria Federal. É o quinto curso que os americanos promovem. Os outros foram sobre crimes na internet, pedofilia, lavagem de dinheiro, DNA e de proteção às testemunhas.

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