Polícia esvazia Câmara Legislativa do DF em busca de equipamentos de escuta ilegal

Uma operação desencadeada pela Policia Civil do Distrito Federal esvaziou o prédio da Câmara Legislativa do DF, nesta quarta-feira, para uma varredura em busca de possíveis equipamentos de escuta ilegal instalados em gabinetes de deputados da oposição ao governador José Roberto Arruda (sem partido).

iG São Paulo |

O prédio foi esvaziado no início da noite, mas, segundo o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), o funcionamento da Casa será normal a partir desta quinta-feira.

A informação de que haveria uma ação policial na Casa foi noticiada no início da tarde pelo site Congresso em Foco .

"A Casa não vai parar. Nós vamos manter os trabalhos e assim que os gabinetes forem liberados os servidores podem retomar suas rotinas", disse Lima.

O trabalho está sendo feito de forma sigilosa e somente os deputados ou os chefes de gabinete puderam acompanhar a ação dos agentes.

Na semana passada a Polícia Civil prendeu dois policiais de Goiás com aparelhos de escuta ambiental em frente à Câmara Legislativa e abriu inquérito para apurar se eles estavam a serviço de pessoas ligadas ao governador José Roberto Arruda, como suspeitam os deputados da oposição. A prisão dos supostos espiões também foi noticiada pelo Congresso em Foco.

A denúncia de que parlamentares estavam sendo espionados também deve ser investigada pela CPI da Corrupção. Requerimento do deputado Paulo Tadeu (PT), que ainda precisa ser aprovado pela comissão, pede que sejam convocados José Henrique Daris Cordeiro e Luis Henrique Ferreira, policiais de Goiás que foram presos com as escutas ambientais.

O servidor Francisco do Nascimento Monteiro também pode ser convocado porque, segundo o deputado Paulo Tadeu, ele teria ajudado os policiais na montagem das escutas. Monteiro é lotado no gabinete do deputado Benedito Domingos (PP).

"Não bastasse a onda de corrupção que permeia o governo Arruda, o Distrito Federal depara-se agora com os desdobramentos nefastos da Operação Caixa de Pandora. Para amedrontar deputados e pôr fim às investigações do maior escândalo de corrupção deste País, estão sendo contratados arapongas com o propósito de fazer escutas telefônicas ilegais na Câmara Legislativa", critica Paulo Tadeu, no requerimento.

Com informações da Agência Estado e Congresso em Foco

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