Polícia encerra caso sobre morte de delegado na BA

Segundo a polícia, delegado morreu após tentativa de assalto. Investigação descarta crime de mando. Três foram presos

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Enterro do delegado Clayton Leão Chaves nesta quinta-feira
Tentativa de assalto seguida de morte. Essa é a conclusão apresentada nesta quinta-feira durante coletiva de imprensa dada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia sobre o assassinato do delegado Clayton Leão Chaves, de 35 anos, titular da 18ª Delegacia, de Camaçari (BA), na região metropolitana de Salvador.

O policial foi morto na manhã de quarta-feira, com três tiros, ao lado da esposa, após parar seu carro na Estrada da Cascalheira, no bairro rural de Cajazeira de Abrantes, para dar entrevista a uma rádio local.

No momento em que era entrevistado, o delegado foi abordado por assaltantes e baleado três vezes. O crime foi ouvido pelos locutores e ouvintes da emissora. Na gravação, é possível ouvir os disparos e, na sequência, uma voz feminina pedindo por socorro em tom de desespero. Era a voz da mulher do delegado que presenciou o crime.

Três presos

Segundo o secretário de Segurança Pública, César Nunes, os três presos confessaram o crime. O delegado-chefe Joselito Bispo, que também participou da coletiva, descartou a hipótese de crime de mando.

AE
Carro do delegado é vistoriado pela perícia da policia baiana
Dois dos acusados, Edson dos Santos e Reinaldo Valência, foram presos ainda na noite de quarta-feira graças à colaboração de um motorista de táxi, que teria sido vítima deles momentos antes do assassinato. Os suspeitos estavam no táxi tomado de assalto quando emboscaram o delegado.

Eles foram localizados em bairros diferentes da cidade de Camaçari. Um terceiro envolvido, identificado como Magno de Menezes dos Santos, entregou-se na manhã desta quinta-feira e disse que sua participação no caso foi apenas a de motorista dos criminosos.

De acordo com a informações da polícia, Reinaldo Valência assumiu a autoria dos dois disparos. Contou que eles tentavam furtar mais um veículo e teriam encontrado o delegado parado na estrada, falando ao telefone. Reinado afirmou ainda não saber que se tratava de um delegado, mas viu a arma entre as pernas de Clayton, que teria feito menção de pegá-la. Foi quando, segundo a polícia, efetuou os disparos. Clayton Leão foi sepultado nesta quinta-feira no Cemitério do Campo Santo.

(*com informações da Agência Estado)

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