Polícia do Rio procura americano suspeito de pedofilia

RIO DE JANEIRO - Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) estão à procura do funcionário do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos (Homeland Security), Michael Joseph Clifford, acusado de pedofilia.

Agência Estado |


Nesta quarta-feira, na operação batizada Castelo de Areia, a polícia prendeu Ivan Carlos Souza Santos, de 41 anos, e José Marcílio Barros, de 24 anos, que teriam agenciado um menino de rua de 12 anos para se prostituir para turistas estrangeiros.

O delegado-titular da DPCA, Deoclécio de Assis, informou que emitiu alerta para todos os aeroportos e enviou ofício ao consulado norte-americano, mas admitiu que Clifford já deve ter deixado o País.

Investigadores da DPCA filmaram a ação dos aliciadores e chegaram a flagrar no dia 15 de março a entrada do menor em um hotel da orla de Copacabana por volta das 3 horas, logo após Santos entrar no saguão. As imagens do circuito interno do hotel mostram que o adolescente deixou o hotel sozinho seis horas depois, na manhã do dia seguinte.

Na noite do mesmo dia, as imagens mostram Santos discutindo com o norte-americano no saguão do hotel. Os policiais acreditam que ele tentou chantagear Clifford após saber que o norte-americano tirou fotos eróticas do menino.

O programa teria custado R$ 200 ao estrangeiro. Clifford deixou o hotel horas depois. Santos teria confessado a Flávio Vieira, segurança do hotel, que cobrava uma dívida do norte-americanos referente ao programa.

De acordo com as investigações, o norte-americano viria com freqüência ao País para entregar brasileiros deportados à Polícia Federal (PF). A DPCA investiga se o estrangeiro e a dupla de brasileiros aliciavam menores com freqüência. "Acreditamos que após a divulgação da prisão deles novos casos vão aparecer", afirmou o delegado-titular da DPCA.

Todos os acusados estão indiciados por atentado violento ao pudor e exploração sexual de menores. A pena pode chegar a 15 anos de prisão. O consulado norte-americano do Rio informou que se pronunciaria após receber a notificação oficial da polícia.


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