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Polícia do Rio prende suspeito senhor das armas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A polícia do Rio prendeu um homem apontado como um dos maiores traficantes de armas do Estado, conhecido como senhor das armas. O suspeito Antônio José Gonçalves dos Santos, de 40 anos, foi preso no Mato Grosso do Sul quando estava comprando um fuzil. A polícia acredita que o armamento seria revendido no Rio de Janeiro para traficantes de drogas.

Reuters |

"Ele despejava cerca de 500 armas por ano nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas", disse a jornalistas a delegada Márcia Berck, titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE).

"Ele é um traficante com muitos contatos e um movimento grande. Somente em junho passado ele trouxe pra o Rio 39 fuzis", acrescentou.

De acordo com a polícia, o suspeito vendia armas obtidas do Exército da Bolívia para traficantes de drogas da capital fluminense.

"O traficante tinha bases de apoio montadas em Goiás e Minas Gerais. Lá ele fazia contatos para compra e venda de armas nas fronteiras do Brasil", afirmou a delegada

A Polícia Civil afirmou em nota que armas eram negociadas nas favelas cariocas a altos preços.

"Uma metralhadora chegava a custar aos traficantes de drogas cerca de 30 mil reais, enquanto as pistolas eram negociadas entre 600 e 900 dólares, e um fuzil AK 47, um dos mais desejados pelos bandidos, saia por até 60 mil reais dependendo do estado de conservação", disse a polícia.

Além do "senhor das armas", a polícia prendeu mais dois integrantes da mesma quadrilha, que seriam os responsáveis pela movimentação financeira do grupo.

O suspeito, que também seria traficante de drogas na cidade de Niterói, morava na cidade de Caldas Novas, em Goiás, onde vivia com a família como um cidadão comum de classe média, de acordo com a polícia.

"Esse criminoso é traficante de drogas de favelas de Niterói e responsável pela entrada de armas de grosso calibre no país. Sua prisão acaba com essa rota e com esses contatos", disse o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, no comunicado.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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