Rio de Janeiro - Cerca de 50 policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizam nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a segunda parte da Operação Perfume de Gardênia, para desarticular a milícia que atua na comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Há suspeitas de que o grupo seria comandado pelo vereador Cristiano Girão (PMN), http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/12/18/tj+do+rio+decreta+prisao+do+vereador+cristiano+girao+9249365.html target=_toppreso na quinta-feira.

Os agentes, que contam com o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polinter, cumprem nove mandados de prisão e 25 de busca e apreensão

O parlamentar, que foi detido na Câmara Municipal, é suspeito de comandar um grupo paramilitar que atua na região. O pedido foi feito pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Soares Lopes.

Depois de cerca de dois anos de investigações que envolveram o Núcleo de Combate ao Crime Organizado e o Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro, ligados ao Ministério Público Estadual, em parceria com a Draco, a polícia teria conseguido reunir provas do envolvimento de Girão em crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Cristiano Girão foi eleito em 2008 com mais de 10 mil votos e assumiu o cargo este ano. Em 2007, o então vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), conhecido como Jerominho, também foi preso durante uma operação da Polícia Civil, suspeito de chefiar a Liga da Justiça, milícia que explorava o transporte alternativo em Campo Grande, zona oeste do Rio.

A Constituição Federal garante imunidade parlamentar a deputados federais e estaduais, além de senadores, mas não aos vereadores.

No caso dos integrantes das Câmaras Municipais, o benefício limita-se a atuação parlamentar; ou seja, os vereadores só não podem ser processados por crime de calúnia, difamação e injúria, manifestações produzidas verbalmente em plenário. Para outros crimes, o parlamentar pode ser processado na Justiça Comum.

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