Polícia do PR procura por ex-presidiário que seria o assassino de Rachel

CURITIBA - A Polícia Civil do Paraná acusa o ex-presidiário Jorge Luiz Pedroso Cunha, de 52 anos, que cumpriu pena durante 18 anos pelos crimes de homicídio e estupro, no Paraná, de ser o assassino da garota Rachel Maria Lobo de Oliveira, de nove anos, encontrada morta dentro de uma mala na estação rodoferroviária de Curitiba na madrugada de quarta-feira. A foto com o nome dele foi divulgada neste sábado, em Curitiba, pela Polícia Civil, que também creditou a ele passagens por falsificação de documentos e atentado violento ao pudor.

Redação com Agência Estado |

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C unha foi identificado por meio de dezenas de depoimentos colhidos nos últimos dias, inclusive de um vendedor, cujo nome foi preservado, que lhe vendeu a mala.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Jaime Luz, o ex-presidiário é perigoso e teria mostrado paciência e frieza para abordar Rachel e levá-la até o local - que precisa ser esclarecido - onde teria cometido os abusos sexuais e o assassinato.

Um homem foi preso nesta sexta-feira pela polícia também acusado de ser o assassino de Rachel Genofre. Mesmo com a suspeita sobre o ex-presidiário, o homem ficará detido até que se tenha o resultado do exame de DNA.

Libertado em 2006, Cunha já se envolveu em outros crimes de natureza sexual. "Existe um mandado de prisão expedido contra ele no ano de 2007 por atentado violento ao pudor, contra um menino que morava no litoral do estado", afirmou. Conforme o levantamento feito pela polícia, Cunha é separado e tem três filhos maiores de idade. "Normalmente esse tipo de criminoso é pacato em casa, principalmente com filhos".

Apesar de não fazer uma ligação direta entre os fatos, a polícia ainda analisa os dados do computador de Rachel, que mantinha uma página no site Orkut. "Estamos avaliando esse material, mas tudo indica que ele a abordou na rua. Ele sabia da rotina dela e pode ter iniciado algum tipo de conversa até ganhar a confiança. Isso pode ter acontecido em uma ou duas semanas", disse.

Estudante do Instituto de Educação Erasmo Pilotto, Rachel vinha mostrando comportamento diferente do habitual, passando inclusive, por um apoio psicológico na própria escola nas últimas semanas. Para agilizar as buscas ao ex-presidiário, a polícia paranaense mobilizou, além de policiais da Região Metropolitana de Curitiba, policiais de outros estados, como Santa Catarina e São Paulo.

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