Polícia do Paraná já identificou três responsáveis por chacina, diz delegado

CURITIBA - A polícia do Paraná identificou três autores da chacina que matou 15 pessoas e deixou oito feridos na região de Guaíra, na fronteira noroeste do Paraná com o Paraguai, na segunda-feira. Os corpos foram encontrados, por volta das 14h de ontem, em uma chácara na Vila Santa Clara.

Agência Brasil |

Segundo informações do delegado-chefe da Polícia Federal de Guaíra, Érico Ricardo Saconato, em entrevista à "Agência Brasil, os sobreviventes já ouvidos nesta terça-feira confirmam a participação dos suspeitos - que não tiveram os nomes divulgados. Dois estão com a prisão preventiva decretada.

Após o crime, que, segundo o delegado, foi "um acerto de contas entre traficantes da região", os três fugiram de barco para o Paraguai. De acordo com ele, está agendada uma reunião na tarde desta terça-feira, entre autoridades brasileiras e paraguaias, para acertar detalhes das buscas e apurar mais detalhes dos assassinatos. Está confirmada a participação do Secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.

AE
Quinze pessoas morreram na chacina
Quinze pessoas morreram na chacina na fronteira Paraná com o Paraguai

Já está no município uma força-tarefa com mais de 200 policiais de Guaíra, Toledo, Cascavel e de outras cidades vizinhas, além do efetivo da Ronda Ostensivas de Natureza Especial (Rone), de Curitiba, para ajudar nas investigações.

Os supostos assassinos ¿ todos eles brasileiros mas que, de acordo com a polícia, agem também no Paraguai ¿ chegaram de barco na tarde de segunda-feira, pelo Lago de Itaipu, a uma pequena favela, conhecida por Vila Santa Clara, onde as vítimas moravam. A comunidade fica na entrada do município de Guaíra.

Segundo a polícia, o local em que foi registrada a chacina era usado para armazenar produtos de tráfico. Jocemar Marques Soares, conhecido por Polaco, que já cumpriu pena por trafico de drogas e que estaria devendo R$ 4 mil para o bando rival, foi localizado pelos supostos assassinos num dos barracos. Ele estava acompanhado por duas mulheres, que foram as primeiras a serem mortas. Depois, os bandidos forçaram Polaco a ligar para seus companheiros e pedir que fossem a um galpão próximo ao barraco. Lá, teriam sido rendidos, amarrados e executados.

De acordo com o delegado, cinco feridos continuam hospitalizados, sob proteção policial. Três sobreviveram após se fingirem de mortos. O receio da polícia é de que esses três contrabandistas, que cometeram os crimes, sejam assassinados pela própria quadrilha como queima de arquivo, disse o delegado.

Reprodução
Divulgação
A cidade de Guaíra fica na fronteira entre Brasil e Paraguai

Leia também:

Leia mais sobre: mortes - Paraná

    Leia tudo sobre: assassinadoassassinatomorteparaná

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG