CURITIBA - A polícia do Paraná, que trabalha em conjunto com autoridades paraguaias na captura dos assassinos de 15 pessoas, na última segunda-feira, começou a divulgar nesta quarta-feira fotos de um dos três envolvidos no crime. A chacina, considerada a maior do estado, ocorreu em Guaíra, na fronteira com o Paraguai. Jair Correia teria comandado os assassinatos com a ajuda do filho Gleison Correia.

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Ademar Luiz é um dos suspeitos
Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal em Guaíra, Érico Ricardo Saconato, alguns dos oito sobreviventes que ficaram feridos durante o massacre, denunciaram a participação também de Ademar Fernando Luiz. Os três estão com a prisão provisória decretada pelo juiz Wendel Bruniere, da comarca de Guaíra. O delegado contou que, na noite desta terça-feira, surgiu uma informação, ainda não confirmada, de que os traficantes foram vistos no Paraguai. Mas não é certeza, assim como não é certo que eles ainda estejam vivos, pode acontecer uma queima de arquivo, disse.

Ele acredita que o caso será resolvido nas próximas horas, até porque todos estão interessados que isso aconteça, principalmente os paraguaios. Os comerciantes temem que as vendas caiam devido à repercussão.

O motivo do crime foi vingança e acerto de uma dívida de R$ 4 mil entre traficantes de drogas, segundo o delegado. Testemunhas disseram à polícia que os matadores chegaram de barco, pelo Lago de Itaipu, à favela Vila Santa Clara, onde moravam as vítimas. Eles queriam acertar contas com Jocemar Marques Soares, conhecido por Polaco, que já cumpriu pena por trafico de drogas. Além do dinheiro, ele teria ordenado a execução de um traficante rival.

Cerca de 200 policiais de vários municípios paranaenses, além de policiais de corporações especiais, agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal continuam em Guaíra, auxiliando nas investigações. As buscas estão sendo feitas por terra, ar e pelo Lago de Itaipu, na fronteira com a cidade Salto Del Guairá, no Paraguai.

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A cidade de Guaíra fica na fronteira entre Brasil e Paraguai

Na opinião do delegado, este crime pode motivar o reforço da segurança na região. Com a inauguração da nova aduana ¿ em 2006 ¿ e o aumento da fiscalização na Ponte da Amizade, o transporte ilegal migrou para travessias pelo Rio Paraná e pelo Lago de Itaipu. De acordo com ele, seria importante uma maior integração entre os órgãos que trabalham no combate à violência e ao tráfico, principalmente com as áreas de inteligência do Exército e da Marinha. A troca de informações deveria ser formalizada entre todos os órgãos brasileiros e pelos governos do Brasil e Paraguai e não informalmente como vem sendo feita, argumenta.

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