SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo divulgou nesta terça-feira os retratos falado de três suspeitos de terem roubado quadros famosos da casa de Ilde Maksoud, nos Jardins, área nobre da capital, no último domingo.

De acordo com informações divulgadas junto com o retrato falado, o

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Suspeito 1
primeiro suspeito tem idade aparente de 45 anos; 1,80m aproximadamente; cabelo castanho escuro; olhos castanhos; compleição física mediana e cor branca.

O segundo suspeito tem idade aparente de 23 anos; altura aproximada de 1,75m; cabelo castanho tingido; olhos castanhos claro; compleição física mediana e cor branca.

O terceiro suspeito tem idade aparente de 27 anos; altura aproximada de 1,75m; cabelo castanho escuro; olhos castanhos; compleição física mediana e cor parda.

O delegado Dejar Gomes Neto, da 1ª seccional, disse, também, que as investigações estão seguindo em três direções, segundo as denúncias recebidas em três regiões (Osasco, Guarulhos e uma terceira que não foi revelada).

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Suspeito 2
Diante desta situação, a polícia pede que a população colabore para que as obras sejam recuperadas. Quem tiver informações pode ligar nos telefones 181 ou (11) 3331-2200 e, segundo o delegado, terá sua identidade mantida em segredo.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, a quadrilha entrou na residência de Ilde Maksoud, ex-mulher de Henri Maksoud - proprietário do hotel que leva o nome da família - localizada na Rua Estados Unidos, e levou os quadros Cangaceiro (1956) e Retrato de Maria (1934), de Cândido Portinari, a Figura em Azul (1923), de Tarsila do Amaral, e Crucificação de Jesus , de Orlando Teruz. Especialistas avaliam as obras em cerca de R$ 3,5 milhões.

A polícia informou que o vigia da casa, que disse trabalhar no local há

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Suspeito 3
um ano e meio, afirmou que, por volta de 9h20, um homem em uma Fiorino branca parou em frente ao portão e mostrou um arranjo de flores, dizendo que queria entregá-lo à proprietária da casa. Com isso, ele rendeu o vigilante e abriu o portão para que os demais assaltantes entrassem.

Uma comerciante de 54 anos contou à polícia que foi ao local para visitar a sogra e observou que o cachorro da casa, um pastor alemão, estava solto. Um homem desconhecido afirmou que ela poderia entrar.

No interior da casa, a mulher encontrou cerca de 20 homens. Eles a levaram param o quarto de empregada, onde mais quatro funcionários e a dona da casa, uma senhora de 80 anos, eram mantidos reféns. Eles ficaram por cerca de uma hora presos.

O vigia disse à polícia que três dos assaltantes usavam roupas com escritas da Polícia Federal.

Os bandidos reviraram toda a casa e levaram também um relógio Cartier e um celular, além de quantia em dinheiro. Eles quebraram a base de uma escultura do artista Victor Brecheret (1894-1955) , mas não conseguiram levá-la.

No roubo, os ladrões cortaram as pinturas de seus chassis deixando nas paredes da casa apenas as molduras vazias. Fizeram isso, provavelmente, para poder enrolar as telas e transportá-las. "É motivo de muita tristeza saber dessa agressão a obras que são patrimônios brasileiros", diz João Candido Portinari, filho do pintor.

Já o diretor da Bolsa de Artes do Rio, Jones Bergamin, faz um diagnóstico bem drástico. "Portinari pintava com bastante matéria no período da década de 1950, e como os ladrões cortaram e enrolaram a tela, vai quebrar tudo. Acho que apenas 10% ou 20% da tinta vai ficar". Já o dano ao autorretrato de Tarsila pode ser menor por sua pintura ser mais lisa.

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