Policiais civis da 32ª DP (Taquara) divulgaram nesta sexta-feira o retrato falado de dois suspeitos de terem participado do ataque a um micro-ônibus na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro. As imagens foram feitas a partir do relato de vítimas, que prestaram depoimento nesta quinta-feira. No total, segundo a polícia, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/04/policia+identifica+5+envolvidos+em+ataque+a+micro+onibus+9417545.html target=_blankcinco suspeitos já foram identificados.

O ataque criminoso aconteceu na noite da última terça-feira na Avenida Prefeito Miguel Salazar Mendes de Moraes. De acordo com testemunhas, uma mulher teria feito sinal para que o coletivo da Viação Litoral Rio, que fazia a linha 701 (Alvorada-Madureira), parasse. Logo após, cerca de 20 pessoas cercaram o ônibus, apedrejaram o veículo e quatro homens jogaram combustível e atearam fogo no coletivo.

Polícia Civil

Retrato falado dos dois suspeitos pelo incêndio em micro-ônibus na Cidade de Deus

Aproximadamente 20 passageiros estavam no micro-ônibus, mas nem todas conseguiram sair do veículo antes das chamas se espalharem. Doze pessoas ficaram feridas no ataque.

A polícia ainda investiga se o ataque criminoso teria sido uma represália à prisão de um jovem de 19 anos flagrado na terça-feira na Cidade de Deus com 75 papelotes de cocaína. A favela é uma das comunidades cariocas que possui uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Vamos procurar essa gente e não vamos sossegar enquanto não prendermos os responsáveis por essa ação terrorista, disse o tenente coronel responsável pela UPP da Cidade de Deus, Sidnei Pazini.

A UPP na comunidade foi inaugurada em fevereiro do ano passado e tem cerca de 220 policiais militares. Apesar da redução dos índices de criminalidade , o tráfico de drogas vem resistindo à presença do policiamento comunitário e já ocorreram alguns confrontos entre supostos traficantes e policiais nos últimos meses.

Ainda tem muita coisa para ser feita. É um trabalho de médio prazo. Essa comunidade ficou por muito tempo controlada pelo tráfico, aproximadamente 40 anos, avalia Sidnei Pazini.

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