Polícia descarta hipótese de crime em incêndio no Rio

A hipótese de um incêndio criminoso foi afastada por delegados e peritos, hoje, durante entrevista coletiva sobre o incêndio que atingiu três delegacias em São Cristóvão, na zona norte do Rio. Uma investigação preliminar aponta um curto-circuito como causa do fogo.

Agência Estado |

O fogo destruiu dois mil inquéritos da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), cujo principal foco é o combate a pirataria, e atingiu parcialmente a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), que no momento investiga supostos os incidentes com os trens da Supervia. Também causou poucos prejuízos à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

Apesar de o incêndio ter começado no momento em que policiais faziam um churrasco no pátio da delegacia, por volta das 22h30, o delegado titular da DRCPIM, Raul Morgado, descartou qualquer ligação com o acidente. Segundo ele, a churrasqueira estava a 50 metros do foco inicial das labaredas. Uma investigação preliminar teria apontado um curto circuito na DRCPIM como a causa do fogo. Os delegados minimizaram o fato de os agentes escolherem o distrito para a celebração.

A perícia da investigação sobre os incidentes com trens da Supervia foi parcialmente destruída, mas as informações já estavam no sistema da Polícia Civil e o inquérito da DDSD não foi comprometido. O Corpo de Bombeiros levou cinco horas para apagar o fogo.

Apesar de ser gaúcho de Santa Maria, onde a tradição do churrasco é forte, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, não viu com tanta naturalidade os espetos com carne em pleno distrito policial.

"Temos que ver se a causa (do fogo) foi esta. Não podemos dizer que o churrasco em um determinado lugar isto venha a ser crime ou não. Agora, vão ser ouvidas no processo de sindicância e responder por isso, principalmente, se isto deu origem ao incêndio", disse.

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