RIO DE JANEIRO ¿ O titular da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS), Marcos Reimão, descartou nesta terça-feira a hipótese de acidente no caso que envolve o sumiço da engenheira, Patrícia Aimeiro, de 24 anos. Ela está desaparecida desde o dia 14 de junho, quando sofreu um acidente de carro no Canal do Marapendi, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. Segundo Reimão, os laudos realizados comprovam que o veículo da engenheira foi alvejado por armas de fogo. A polícia trabalha agora com as hipóteses de roubo, seqüestro ou abordagem mal-sucedida de policiais.

O delegado disse ainda que a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovou que o calibre das armas utilizadas contra o veículo coincide com o calibre das armas dos policiais presentes no ocorrido. Os tiros foram feitos por pelo menos duas armas, entre elas uma pistola calibre 9 mm, outra de calibre .380 e a terceira de calibre .40. A polícia aguarda os laudos das 15 armas que foram recolhidas dos seis PMs que estiveram no local que a engenheira desapareceu para saber se as balas fragmentadas no carro partiram das armas dos policiais.

Já sabemos que foram usadas pelo menos duas armas para alvejar o veículo. Mas ainda não se sabe se as armas foram usadas pelo mesmo atirador ou por atiradores diferentes, disse Marcos Reimão.

O titular da DAS garantiu também que os peritos já sabem se o carro foi alvejado antes ou depois de cair na ribanceira, mas a polícia está apurando o caso com muito cuidado para não haver mal-entendidos. Mesmo assim, dificilmente os tiros foram dados depois do automóvel ter caído, disse Marcos Reimão em entrevista à rádio CBN.

O caso

A engenheira Patrícia Amieiro está desaparecida desde o dia 14 de junho. Ela voltava de um show do Monobloco no Morro da Urca quando teria batido com o carro na chegada à Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. O veículo foi encontrado dentro do Canal de Marapendi.

O carro de Patrícia caiu de uma altura de 15 metros. O veículo foi encontrado com o vidro traseiro quebrado e o porta-malas aberto. O cinto de segurança estava afivelado e não havia vestígios de sangue. Segundo os bombeiros que participaram das buscas, foram encontrados o relógio e a pulseira da engenheira dentro d´água, próximo ao carro.

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