Polícia de SP apreende 12 caminhões com combustível adulterado

SÃO PAULO - Uma ação conjunta, batizada de Operação Esqueleto, com a participação de equipes do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), da SPTC (Superintendência da Polícia Técnico-Científica) e CGA (Corregedoria Geral da Administração) do governo do estado de São Paulo, possibilitou a apreensão de 12 caminhões tanques equipados com dispositivo que permitia a fraude durante a entrega de combustível. No total, 14 pessoas foram ouvidas em depoimento. A operação teve início na manhã de quinta-feira (31) na base de operações da Petrobras, no Bairro dos Pimentas, em Guarulhos, Grande São Paulo.

Redação |

O esquema consiste em entregar menos combustíveis aos grandes compradores. Empresas especializadas em manutenção de tanques instalam ilegalmente compartimentos, chamados gaiolas ou chiqueiros, que acumulam o produto durante o transporte e descarregamento.

Segundo o Djahy Tucci, titular da Divecar (Divisão de Investigações sobre Roubo de Veículos e Cargas) do Deic e responsável pela coordenação da Operação, o sistema enganava o compradores. "Acreditava-se que o tanque era esvaziado. Mas parte do produto ficava no compartimento e era vendido para outros comerciantes", disse o delegado.


Há quatro meses, a CGA detectou o problema e repassou as informações à Divecar. A operação contou com 75 policiais e foram utilizadas duas delegacias móveis e um equipamento que "radiografava o esqueleto" dos tanques. No total, 158 caminhões passaram pelo exame. Os policiais também recolheram indícios em três empresas suspeitas de instaurar os dispositivos nos reboques.

Para o delegado Francisco de Migueli, diretor em exercício do Deic, a operação demonstrou o grau de integração entre os diversos setores da administração pública do estado de São Paulo. "Aconteceu à troca de informações e os recursos possibilitaram agilidade na ação policial", comentou Migueli. O delegado destacou que, enquanto as equipes desenvolviam o trabalho de Polícia Judiciária, os peritos da SPTC produziam os laudos sobre os veículos apreendidos. "Ganhamos tempo e agilidade no combate ao crime", analisou o diretor em exercício.

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